Cerimônia do Chá e Seu Fundador Episódio 1 15/04/2021 4:51
Olá Meu nome é Iumi e vou falar sobre o Chadô ou Caminho do Chá. Mas eu sei tomar chá para que vou falar sobre Isso?
Sen Rikyu nasceu em 1522 em Sakai no Japão e Ele acreditava que você poderia encontrar o conforto espiritual não com pensamentos complicados e fazendo grandes obras, mas fazendo coisas simples, como por exemplo Tomando Chá. O Chá era apreciado no Japão desde o Século Nove, importado da China. Era considerado Saudável, Calmante e Espiritual.
O Japão da época de Rikyu era voltado para a Imagem e para o Dinheiro. Em oposição a isso, Rikyu valorizou a simplicidade e a austeridade. As pessoas ricas construíam casas elaboradas e organizavam festas grandiosas para tomar Chá.
Rikyu criou pequenas salas de chá de 2 metros quadrados e com a porta de entrada com apenas 60 cm de altura para que mesmo a pessoa mais poderosa do planeta precisasse se abaixar para entrar na sala e demonstrar Humildade. Cada vez que vou à escola de chá observo a porta para me lembrar que quanto mais sei, menos sei.
Rikyu partiu de um ato simples, considerado rotineiro no Ocidente que é o de tomar chá e o imbuiu de uma solenidade e um profundo significado como uma Missa católica. Todos os movimentos da Cerimônia do Chá transmitem a importância da Humildade, o Respeito à Natureza e a importância de compreender a transitoriedade da Existência. Valorizar o Momento Presente, pois o Passado já foi e o Futuro ninguém sabe o que pode acontecer.
Isto nos abre a possiblidade de muitas ações do cotidiano serem transformadas em atos Importantes e Significativos em Nossas Vidas. Agora em tempos de Pandemia, não podemos mais Comemorar e Celebrar, então transforme um Jantar em uma pequena Festa.
Resumindo Rikyu criou 3 ideias
1- O Chá é um Caminho - Toda Grande caminhada começa sempre com o Primeiro Passo. Mesmo que você queira ir de São Paulo ao Rio de Janeiro, precisa dar um primeiro passo. Eu por exemplo preciso fazer a declaração do imposto de renda e estou aqui com uma baita preguiça, mas pensei hoje vou baixar o programa, amanhã vou baixar os informes dos bancos, e assim por diante.
2 – Valorize o Momento Presente. Ganhou um presente? Use, não guarde para uma ocasião especial – todas as ocasiões são especiais. Antes eu ficava economizando perfume. Daí vencia e perdia o aroma. Passei a usar tudo, as pessoas viam que eu gostava de perfume e me davam de presente.
3 – Faça dos momentos simples, ocasiões especiais.
Ontem foi meu aniversário de casamento, mas não podemos ir a restaurantes e fazer viagens, então comprei uma sobremesa especial e comemos à luz de velas.
Hoje, eu e o Su fomos almoçar e pedimos um almoço em um restaurante de um amigo e comemos aqui na empresa mesmo. Mesmo sendo um almoço simples, pedimos uma comida diferente e ficamos conversando, foi muito melhor que cada um comer sozinho.
E você o que fez de especial hoje? Coloque nos comentários.
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quinta-feira
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Livro Vivência e Sabedoria do Chá
A Cerimônia do Chá basicamente consiste no ato de compartilhar uma tigela de chá, seguindo quatro princípios básicos: Wa (Harmonia) , Kei (Respeito), Sei (Pureza) e Jaku (Tranqüilidade), desenvolvido por Sen Rikyu (1522-1591).
A Harmonia é o resultado da interação do anfitrião e do convidado, da comida servida e dos utensílios usados com os ritmos da natureza, livre de pretensões, percorrendo o caminho da moderação e humildade.
O Respeito é a sinceridade do coração que nos libera para um relacionamento aberto com o nosso ambiente imediato com o ser humano e a natureza, reconhecendo a dignidade inata de cada um.
A Pureza capacita o indivíduo a perceber a essência pura e sagrada das coisas do homem e da natureza.
A Tranqüilidade é adquirida com a prática constante dos três primeiros princípios.
Sumário do Livro Vivência e Sabedoria do Chá
Dominando o caminho
"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.
Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."
O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."
Anfitrião e Convidado
A Cerimônia do Chá completa inicia-se com a chegada do Convidado. Ele deve observar se a água foi espargida nas pedras do caminho que levam à Cabana de Chá. Se as pedras não estiverem molhadas isto quer dizer que o Anfitrião não está pronto. Se o Anfitrião tiver molhado as pedras quer dizer que o Convidado pode entrar. Este sinal é muito bom pois não causa constrangimento a nenhuma das partes. Caso o Convidado tenha chegado cedo demais, ele pode dar uma volta e retornar mais tarde e observar novamente.
O Convidado aprecia o caminho para a Cabana de Chá. Perto da entrada há uma bacia baixa de pedra; cada hóspede pára para lavar as mãos e a boca num ato simbólico de purificação. Os convidados continuam e entram abaixados através de uma pequena porta de 70 cm de altura. Isso porque todos devem abaixar a cabeça para entrar. Espadas e mantos reais não passam por essa pequena abertura, devendo ser deixados de fora. Apenas o ser humano adentra a Sala de Chá, sem ostentações, todos são iguais.
Antes da chegada dos convidados, o anfitrião pendurou um Kakemono (pintura ou caligrafia sobre papel ou seda).
Num recipiente recém preparado com cinzas, um fogo de carvão foi aceso, o incenso foi queimado, e sobre o fogo o anfitrião colocou uma chaleira com água para preparar o chá.
Ao entrar cada convidado aprecia o kakemono, o fogo, o arranjo das cinzas, a chaleira e todos os outros utensílios que estejam expostos. A iluminação moderada e os tons suaves das paredes de barro e da madeira envelhecida criam uma atmosfera que conduz à contemplação. O anfitrião surge e começa a servir o Kaiseki, refeição ligeira.
A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.
O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome.
Depois de compartilhar a refeição os convidados são servidos de um doce e do chá forte. Após isso serve-se o chá fraco.
O Otemae, preparo do chá, consiste de 3 partes:
- Purificacao dos utensílios
- Preparo do chá
- Limpeza dos utensílios.
Deve ser realizado em silêncio, ou só falando amenidades. A mensagem é enviada pelos utensílios, kakemono, flores.
A escolha do kimono depende da estação do ano. A manga indica o estado civil da pessoa q o usa. Mais longo, solteira, mais curto casada.
O preparo do ambiente
De acordo com Sen Rikkyu (1522-1591):
O Cha nao é nada mais que isto:
Primeiro voce aquece a agua, e entao voce prepara o cha.
Entao voce o bebe corretamente.
Isto é tudo o que voce precisa saber.
A necessidade de uma disciplina
Devemos nos concentrar de forma a não perder a mente original e inocente
Há um homem tão pobre que come madeira e veste-se com roupas feitas de folhas. Mas seu coração é claro como a lua, sua mente é calma e nada o perturba. Se alguém lhe pergunta "Onde você vive?" Ele responde "Nas verdes montanhas, junto à água pura;"
O sabor do chá e do Zen
Furyu =Fu (vento) ryu (fluir)
Velho lago
uma rã salta
o som da água
Wabi
Ao olhar em volta,
nem flores nem coloridas folhas
perto da cabana de sapé
que se ergue solitária à beira da praia.
Crepúsculo de outono
Àqueles que anseiam
pelas flores da primavera
mostre a relva nova
que rompe entre as colinas nevadas
Inadequação
O espírito de discrição
Aos que aspiram seguir o caminho do chá
Saiba mais:
Livro: Vivência e Sabedoria do Chá, Autor Sen Soshitsu XV, T.A.Queiroz, Editor, Ltda.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u363399.shtml
#Cerimoniadocha #Chado #Caminhodocha #Livrocerimoniadocha
sexta-feira
Escolas de Cerimonia de Cha - Urasenke, Omotesenke e Mushakojisenke
Neste Valentine´s Day, aprecie 2 escolas diferentes de Cha praticando juntas um Dueto de Cerimonia do Chá.
Ueda Soko School and Urasenke School
Mas existem diversas escolas de Cerimonia do Cha. Após Toyotami Hideyoshi ordernar Sen no Rikkyu a cometar suicídio, sua familia caiu em desgraca e teve que se esconder e seu filho direto nao teve filhos. Mais tarde, sua filha teve um filho Sen Sotan, que continuou o desenvolvimento da arte da cerimonia do Cha. Ele herdou o terreno e dividiu-o entre seus filhos que fundaram as Tres-Senke: Omotesenke, Urasenke e Mushanokojisenke. A que mais se divulgou pelo mundo foi a Urasenke.
The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.
The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.
Genshoku Chadō Daijiten, entry for Edosenke.
Genshoku Chadō Daijiten Japanese chadō encyclopedia, entries for Hayami-ryū and Hayami Sōtatsu.
Japanese Wikipedia article on Higo-koryū.
"What is Kobori Enshu School of Tea?"
Genshoku Chadō Daijiten, entries for 'Matsuo-ryū and Matsuo Sōji.
Andō-ke (Andō Family) Oie-ryū official website (Japanese)
Yahoo Japan Encyclopedia entry for Oribe-ryū (Japanese)
Genshoku Chadō Daijiten, entry Sekishū-ryū.
Kojien Japanese dictionary, entry for "Matsudaira Harusato."
Genshoku Chadō Daijiten, entry Sekishū-ryū, Ikei Sōetsu, and Isa Kōtaku.
Genshoku Chadō Daijiten Japanese chadō encyclopedia, entry for Fujibayashi-ryū.
Mas existem diversas escolas de Cerimonia do Cha. Após Toyotami Hideyoshi ordernar Sen no Rikkyu a cometar suicídio, sua familia caiu em desgraca e teve que se esconder e seu filho direto nao teve filhos. Mais tarde, sua filha teve um filho Sen Sotan, que continuou o desenvolvimento da arte da cerimonia do Cha. Ele herdou o terreno e dividiu-o entre seus filhos que fundaram as Tres-Senke: Omotesenke, Urasenke e Mushanokojisenke. A que mais se divulgou pelo mundo foi a Urasenke.
San-Senke
There are three historical households (家) directly descended from the 16th-century tea master Sen no Rikyū which are dedicated to transmitting the Way of Tea that was developed by their mutual family founder, Sen no Rikyū. They are known collectively as the san-Senke (三千家), or "three Sen houses/families." These are the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Another line, which was located in Sakai and therefore called the Sakaisenke (堺千家), was the original Senke (Sen house). Rikyū's natural son, Sen Dōan, took over as head of the Sakaisenke after his father's death, but the Sakaisenke soon disappeared because Dōan had no offspring or successor. The school named Edosenke (江戸千家; lit., Edo Sen house/family) is not descended by blood from the Sen family; its founder, Kawakami Fuhaku (1716–1807), became a tea master under the 7th generation head of the Omotesenke line, and eventually set up a tea house in Edo (Tokyo), where he devoted himself to developing the Omotesenke style of the Way of Tea in Edo.The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.
Other schools
The three lines of the Sen family which count their founder as Sen no Rikyū are simply known as the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Schools that developed as branches or sub-schools of the san-Senke, or separately from them, are known as "~ryū" (from ryūha), which may be translated as "school" or "style." New schools often formed when factions split an existing school after several generations. There are many of these schools, most of them quite small.san-Senke
There are three historical households (家) directly descended from the 16th-century tea master Sen no Rikyū which are dedicated to transmitting the Way of Tea that was developed by their mutual family founder, Sen no Rikyū. They are known collectively as the san-Senke (三千家), or "three Sen houses/families." These are the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Another line, which was located in Sakai and therefore called the Sakaisenke (堺千家), was the original Senke (Sen house). Rikyū's natural son, Sen Dōan, took over as head of the Sakaisenke after his father's death, but the Sakaisenke soon disappeared because Dōan had no offspring or successor. The school named Edosenke (江戸千家; lit., Edo Sen house/family) is not descended by blood from the Sen family; its founder, Kawakami Fuhaku (1716–1807), became a tea master under the 7th generation head of the Omotesenke line, and eventually set up a tea house in Edo (Tokyo), where he devoted himself to developing the Omotesenke style of the Way of Tea in Edo.The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.
Other schools
The three lines of the Sen family which count their founder as Sen no Rikyū are simply known as the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Schools that developed as branches or sub-schools of the san-Senke, or separately from them, are known as "~ryū" (from ryūha), which may be translated as "school" or "style." New schools often formed when factions split an existing school after several generations. There are many of these schools, most of them quite small.Current schools
Current schools
- Anrakuan-ryū 安楽庵流 (founder: Anrakuan Sakuden [1554-1642])
- Chinshin-ryū 鎮信流 (founder: Matsura Chinshin {1622-1703], who was magistrate of Hizen Hirado, present-day Hirado in Nagasaki Prefecture). The school takes after the "warrior-house style of tea" (buke-cha) that was promoted by the daimyō Katagiri Sekishū. The school is also known as the Sekishū-ryū Chinshin-ha (Chinshin branch of the Sekishū school).
- Edosenke-ryū 江戸千家流 (founder: Kawakami Fuhaku [1716-1807])
- Enshū-ryū 遠州流 (founder: Kobori Masakazu a.k.a. Kobori Enshū)
- Fujibayashi-ryū 藤林流 (a.k.a. Sekishū-ryū Sōgen-ha; see Sekishū-ryū below)
- Fuhaku-ryū 不白流 (founder: Kawakami Fuhaku). This school, also called the Omotesenke Fuhaku-ryū, evolved after the death of Kawakami Fuhaku, when this faction split from the Edosenke school that he had founded.[1]
- Hayami-ryū 速水流 (founder: Hayami Sōtatsu [1727-1809], who learned tea under the 8th Urasenke iemoto, Yūgensai, and was allowed by him to found a school of his own in Okayama)[2]
- Higo-koryū 肥後古流[3]
(The word Higo refers to present-day Kumamoto Prefecture; koryū
literally means "old school"). This is one of the schools of tea
traditionally followed by members of the old Higo domain, and is
considered to be faithful to Sen Rikyū's tea style; that is, it is tea
of the "old school." The school has been led by three families, and
therefore is divided into the following three branches:
- Furuichi-ryū 古市流
- Kobori-ryū 小堀流
- Kayano-ryū 萱野流
- Hisada-ryū 久田流
- Hosokawasansai-ryū 細川三斎流
- Horinouchi-ryū 堀内流
- Kobori Enshū-ryū 小堀遠州流 (founder: Kobori Masakazu [Kobori Enshū] (1579-1647)) and passed down through Enshū's brother Kobori Masayuki (1583-1615). Grand Master XVI, Kobori Soen currently runs the school.)[4]
- Kogetsuenshū-ryū 壺月遠州流
- Matsuo-ryū 松尾流 (founder: Matsuo Sōji [1677-1752], great grandson of a close disciple of Sen Sōtan who had the same name, Matsuo Sōji). The founder of the Matsuo school hailed from Kyoto and learned tea under the 6th Omotesenke iemoto, Kakukakusai. He later settled in Nagoya, where the Matsuo school is centered. A number of the successive Matsuo-ryū iemoto in history have apprenticed under the 'reigning' Omotesenke iemoto.[5]
- Mitani-ryū 三谷流
- Miyabi-ryū 雅流
- Nara-ryū 奈良流
- Oie-ryū 御家流 (founder: the feudal lord Andō Nobutomo [1671-1732]). The school traces its roots to Sen Rikyū, and from Rikyū as follows: Hosokawa Sansai, Ichio Iori, Yonekitsu Michikata (1646-1729), and then Andō Nobutomo. In the Edo period, the Tokugawa shōgun allowed the Andō family the right to conduct official celebratory ceremonies, and the family was known as etiquette authorities.[6]
- Oribe-ryū 織部流 (founder: Furuta Shigenari [a.k.a. Furuta Oribe]). According to the Japanese tea historian Tsutsui Hiroichi, after the death of Sen no Rikyū, his chadō follower Furuta Oribe succeeded him as the most influential tea master in the land. Oribe was chadō officer for the second Tokugawa shogun, Tokugawa Hidetada, and had a number of notable chadō disciples, foremost of whom was Kobori Enshū. For political reasons, Oribe was ordered to commit seppuku (ritual suicide), and consequently his family did not become an official tea-teaching family. Through the succeeding generations, the family head held the position of karō (intendant) to the daimyō headquartered at Oka Castle in present-day Oita Prefecture, Kyūshū. With the Meiji Restoration in the late 19th century, and the family's consequent loss of its hereditary position, the 14th-generation family head, Furuta Sōkan, went to the new capital, Tokyo, to attempt to reestablish the Oribe school of tea. Today, Kyūshū and especially Oita have the highest concentration of followers of this school.[7]
- Rikyū-ryū 利休流
- Sakai-ryū 堺流
- Sekishū-ryū 石州流 The school developed by the daimyō Katagiri Sadamasa (a.k.a. Katagiri Sekishū) (1605–73), nephew of Katagiri Katsumoto and second-generation lord of the Koizumi Domain. Sekishū was chanoyu teacher to the fourth Tokugawa shōgun, Tokugawa Ietsuna,
and his chanoyu style therefore became popular among the feudal ruling
class of Japan at the time. The Sekishū-ryū school of chanoyu was passed
forward by his direct descendants, and also through his talented
chanoyu followers who became known as the founders of branches (派,
"-ha") of the Sekishū school.[8]
- Sekishū-ryū Chinshin-ha 石州流鎮信派 (see Chinshin-ryū above)
- Sekishū-ryū Fumai-ha 石州流不昧派 (founder: the daimyō Matsudaira Harusato, a.k.a. Matsudaira Fumai [1751-1818]).[9]
- Sekishū-ryū Ikei-ha 石州流怡渓派 (founder: the Rinzai Zen sect priest Ikei Sōetsu [1644-1714], founder of the Kōgen'in sub-temple at Tōkaiji temple in Tokyo). He studied chanoyu under Katagiri Sekishū. His chanoyu pupil, Isa Kōtaku (1684–1745), whose family was in charge of the Tokugawa government's tea houses, founded the Sekishū-ryū Isa-ha 石州流伊佐派. Furthermore, the Ikei-ha chanoyu style that spread among people in Tokyo was referred to as Edo Ikei, and that which spread among people in the Echigo (present-day Niigata Prefecture) region was referred to as Echigo Ikei.[10]
- Sekishū-ryū Ōguchi-ha 石州流大口派
- Sekishū-ryū Shimizu-ha 石州流清水派
- Sekishū-ryū Sōgen-ha 石州流宗源派 (founder: Fujibayashi Sōgen 藤林宗源 [1606-95], chief retainer of the daimyō Katagiri Sekishū).[11]
- Sekishū-ryū Nomura-ha 石州流野村派
- Sōhen-ryū 宗偏流 (founder: Yamada Sōhen [1627-1708], one of the four close disciples of Sen Sōtan)
- Sōwa-ryū 宗和流 (founder: Kanamori Sōwa [a.k.a. Kanamori Shigechika, 1584-1656])
- Uedasōko-ryū 上田宗箇流
- Undenshindō-ryū 雲傳心道流 (founder: Niinuma Chinkei, who was a follower of Yamaoka Tesshū [1836-88])
- Uraku-ryū 有楽流 (founder: Oda Nagamasu [Urakusai])
- Yabunouchi-ryū 薮内流 (founder: Yabunouchi Kenchū Jōchi [1536-1627], who, like Sen Rikyū, learned chanoyu from Takeno Jōō)
- Yōken-ryū 庸軒流 (founder: Fujimura Yōken [1613-99], one of the four close disciples of Sen Sōtan)
References
External links
- Chinshin-ryū official website (Japanese)
- Edosenke official website (Japanese)
- Enshū-ryū official website
- Hayami-ryū official website (Japanese)
- Kobori Enshū-ryū official website
- Mushakōjisenke official website
- Omotesenke official website
- Sōhen-ryū official website
- Ueda Sôko-ryū official website
- Urasenke official website
- Yabunouchi official website (Japanese)
- Uraku-ryū official website (Japanese)
- Undenshindō-ryū official website (Japanese)
- #Cerimoniadocha #Urasenke #Mushakojisenke #Omotesenke #Uedasoko #Sennorikkyu #Sensotan
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Breve historia do Chado Urasenke
Muitos povos desenvolveram o hábito de consumir chá, mas poucos contribuíram tanto para o desenvolvimento de aspectos culturais como no Japão. Foi no Japão que preparar e beber o matcha, a folha do chá verde em pó diluído em água quente, tornou-se a base de uma discplina espiritual e estética que impactou a civilização japonesa.
Essa forma de preparar o chá foi levada ao Japão no século XII por monges Zen ao regressarem de viagens de estudos da China. Nos templos, matcha era utilizado como um estimulante suave para a mente durante a meditação, tinha valor medicinal e uso cerimonial simbólico. Naquele tempo, a classe nobre e os governantes o apreciavam com a função de dar sentido à exibição de objetos de arte chinesa.
A partir desses dois usos é que se originou a ideia dos encontros de chá como meio de elevação espiritual e apreciação estética. Isso fez com que fossem criadas salas especiais para esses encontros. O surgimento desse conceito estético único, de inspiração Zen, foi importante para o desenvolvimento da apreciação da sutil e austera beleza que podem ser descobertas em coisas aparentemente simples e despretensiosas.
No século XVI, Sen Rikyu (1522-1591), um homem com grande criatividade e liderança no cenário político e cultural do seu tempo, sintetizou a essência dessas idéias em sua austera "cabana" no estilo do chá. Sua sensibilidade artística e ideais embasados no Zen transformaram efetivamente o ato de preparar, servir e beber o chá numa disciplina completa, estabelecendo os fundamentos do Chado, o Caminho do Chá.
Os ideais do Chado de Sen Rikyu estão expressos nestas palavras: wa, kei, sei e jaku.
- Wa significa harmonia, que deve existir nas relações humanas, entre o homem e a natureza, na seleção dos utensílios do chá, na maneira como são utilizados e em todas as outras facetas do Chado.
- Kei significa respeito, que é dado para todas as coisas e que provém de sentimentos sinceros de gratidão pela existência delas.
- Sei significa pureza e implica em limpeza espiritual e material
- Jaku significa tranquilidade, um estado espiritual de paz.
Com base nisso, as pessoas que estudam a disciplina do Cerimonia do Cha aprendem a cuidar de cada aspecto envolvido: da ambientação, da seleção dos objetos empregados na cerimonia, da prática da etiqueta, da comida e até da água utilizada. Através do treinamento e do estudo, manifestam o desejo de refinarem e cultivarem a si mesmos enquanto seres humanos.
Após a morte de Sen Rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e discípulos. Sen Shoan (1546-1614), genro de Sen Rikyu foi reconhecido como seu sucessor. O filho dele e neto de Rikkyu Sen Sotan (1576-1658) sucedeu seu pai e tornou-se a 3a geracao. Sotan teve quatro filhos. Os 2 mais velhos morreram ainda criancas. Quando seu filho cacula Sen Soshitsu (1622-1677) atingiu os vinte anos, Sotan retirou-se para o fundo da propriedade criando a escola Urasenke e Sen Sosa (1619-1673) ficou com a frente da propriedade fundando a escola Omotesenke. Depois um dos filhos mais velhos Soshu (1593-1675), retornou à propriedade localizada na rua Mushanokoji para fazer a 3a das 3 escolas de tradicao chamada Mushanokojisenke. Essas escolas continuam em atividade até hoje em Kyoto.
Sotan construiu nos fundos da propriedade a sala de 8 tatamis, a sala de 4 tatamis e meio e a sala de 1 tatami e 3/4 e sao os padroes para todas as salas de cha do mundo.
Num tranquilo e velho bairro de Kyoto, capital cultural do japão a escola Urasenke da família Sen existe já há quatro séculos. As mais antigas salas de chá foram originalmente construídas pela terceira geração da família, Sen Sotan, neto do Rikyu. Esse complexo de salas de chá e jardins foi tombado como Patrimônio Cultural Importante pelo governo japonês em razão de sua relevância cultural na história e na arte japonesas. É onde o espiríto de Sen Rikyu permanece, é a casa da Urasenke e o coração do Chado para milhões de pessoas que estudam e praticam como ensinado pela Urasenke ao redor do mundo.
Desde a época do Rikyu, seus descendentes continuaram levando esse legado para as novas gerações. Cada herdeiro também acrescentou algo, sucessivamente de tal maneira que a Cerimonia do Cha permanece viva e com sentido nos tempos atuais, oferecendo um eficiente caminho para enriquecimento cultural e autodesenvolvimento, e uma fórmula atemporal para compartilhar um bonito momento graças ao chá.
Essa forma de preparar o chá foi levada ao Japão no século XII por monges Zen ao regressarem de viagens de estudos da China. Nos templos, matcha era utilizado como um estimulante suave para a mente durante a meditação, tinha valor medicinal e uso cerimonial simbólico. Naquele tempo, a classe nobre e os governantes o apreciavam com a função de dar sentido à exibição de objetos de arte chinesa.
A partir desses dois usos é que se originou a ideia dos encontros de chá como meio de elevação espiritual e apreciação estética. Isso fez com que fossem criadas salas especiais para esses encontros. O surgimento desse conceito estético único, de inspiração Zen, foi importante para o desenvolvimento da apreciação da sutil e austera beleza que podem ser descobertas em coisas aparentemente simples e despretensiosas.
No século XVI, Sen Rikyu (1522-1591), um homem com grande criatividade e liderança no cenário político e cultural do seu tempo, sintetizou a essência dessas idéias em sua austera "cabana" no estilo do chá. Sua sensibilidade artística e ideais embasados no Zen transformaram efetivamente o ato de preparar, servir e beber o chá numa disciplina completa, estabelecendo os fundamentos do Chado, o Caminho do Chá.
Os ideais do Chado de Sen Rikyu estão expressos nestas palavras: wa, kei, sei e jaku.
- Wa significa harmonia, que deve existir nas relações humanas, entre o homem e a natureza, na seleção dos utensílios do chá, na maneira como são utilizados e em todas as outras facetas do Chado.
- Kei significa respeito, que é dado para todas as coisas e que provém de sentimentos sinceros de gratidão pela existência delas.
- Sei significa pureza e implica em limpeza espiritual e material
- Jaku significa tranquilidade, um estado espiritual de paz.
Com base nisso, as pessoas que estudam a disciplina do Cerimonia do Cha aprendem a cuidar de cada aspecto envolvido: da ambientação, da seleção dos objetos empregados na cerimonia, da prática da etiqueta, da comida e até da água utilizada. Através do treinamento e do estudo, manifestam o desejo de refinarem e cultivarem a si mesmos enquanto seres humanos.
Após a morte de Sen Rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e discípulos. Sen Shoan (1546-1614), genro de Sen Rikyu foi reconhecido como seu sucessor. O filho dele e neto de Rikkyu Sen Sotan (1576-1658) sucedeu seu pai e tornou-se a 3a geracao. Sotan teve quatro filhos. Os 2 mais velhos morreram ainda criancas. Quando seu filho cacula Sen Soshitsu (1622-1677) atingiu os vinte anos, Sotan retirou-se para o fundo da propriedade criando a escola Urasenke e Sen Sosa (1619-1673) ficou com a frente da propriedade fundando a escola Omotesenke. Depois um dos filhos mais velhos Soshu (1593-1675), retornou à propriedade localizada na rua Mushanokoji para fazer a 3a das 3 escolas de tradicao chamada Mushanokojisenke. Essas escolas continuam em atividade até hoje em Kyoto.
Sotan construiu nos fundos da propriedade a sala de 8 tatamis, a sala de 4 tatamis e meio e a sala de 1 tatami e 3/4 e sao os padroes para todas as salas de cha do mundo.
Num tranquilo e velho bairro de Kyoto, capital cultural do japão a escola Urasenke da família Sen existe já há quatro séculos. As mais antigas salas de chá foram originalmente construídas pela terceira geração da família, Sen Sotan, neto do Rikyu. Esse complexo de salas de chá e jardins foi tombado como Patrimônio Cultural Importante pelo governo japonês em razão de sua relevância cultural na história e na arte japonesas. É onde o espiríto de Sen Rikyu permanece, é a casa da Urasenke e o coração do Chado para milhões de pessoas que estudam e praticam como ensinado pela Urasenke ao redor do mundo.
Desde a época do Rikyu, seus descendentes continuaram levando esse legado para as novas gerações. Cada herdeiro também acrescentou algo, sucessivamente de tal maneira que a Cerimonia do Cha permanece viva e com sentido nos tempos atuais, oferecendo um eficiente caminho para enriquecimento cultural e autodesenvolvimento, e uma fórmula atemporal para compartilhar um bonito momento graças ao chá.
5 Jōsō Sōshitsu (1673-1704) 常叟
宗室 Fukyūsai 不休斎
6 Taisō Sōshitsu (1694-1726) 泰叟
宗室 Rikkansai 六閑斎
7 Chikusō Sōshitsu (1709-33) 竺叟
宗室 Saisaisai 最々斎
8 Ittō Sōshitsu (1719-71) 一燈
宗室 Yūgensai 又玄斎
9 Sekiō Sōshitsu (1746-1801) 石翁
宗室 Fukensai 不見斎
10 Hakusō Sōshitsu (1770-1826) 柏叟 宗室
Nintokusai 認得斎
11 Seichū Sōshitsu (1810-77) 精中
宗室 Gengensai 玄々斎
12 Jikishō Sōshitsu (1852-1917) 直叟 宗室
Yūmyōsai 又玅斎
13 Tetchū Sōshitsu
(1872-1924) 鉄中 宗室 Ennōsai 圓能斎
14 Sekisō Sōshitsu
(1893-1964) 碩叟 宗室 Tantansai (AKA: Mugensai) 淡々斎 (無限斎)
15 Hansō Sōshitsu
(Sen Genshitsu) (b. April 19, 1923) 汎叟
宗室 Hōunsai 鵬雲斎 A paz na tigela de cha
16 (Atual) Genmoku Sōshitsu (b. June 7, 1956) 玄黙 宗室
Zabōsai 坐忘斎
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Livro Vivência e Sabedoria do Chá
(calligraphy by Kankai Onozawa, retired Abbot
of Jukoin Temple at Daitokuji, Kyoto)
De acordo com Sen Rikkyu (1522-1591):
O Cha nao é nada mais que isto:
Primeiro voce aquece a agua, e entao voce prepara o cha.
Entao voce o bebe corretamente. Isto é tudo o que voce precisa saber.
A Cerimonia do Cha nao tem apenas o objetivo de mitigar a sede; é a síntese do mundo cotidiano da cultura japonesa, uma disciplina q ajuda a aprimorar o caráter, a treinar a mente através de atividades criativas e, assim, a elevar a espiritualidade .
Na Cerimonia do Cha, o anfitriao comeca a tracar o plano da reuniao de cha para receber os convidados. Escolhe o arranjo de flores, o kakemono (poema ou frase), dispoe o carvao para aquecer a agua e, na sala de cha, atraves de uma sequencia de movimentos (temae) perfeitamente aprimorados por um longo periodo de tempo, prepara a tigela de cha q acolhe os convidados q, por sua vez agradecem pela consideracao dispensada.
Na interacao entre os convidados e o anfitriao, atraves do chado, aprendemos a importancia do relacionamento humano, incorporando os Quatro Principios: Wa, Kei, Sei, Jaku ou seja:
- Wa - Harmonia - Manter boas relacoes entre as pessoas
- Kei - Respeito - Respeito mutuo entre as pessoas com modestia e discricao consigo mesmo.
- Sei - Pureza - tornar o coracao puro, eliminando as impurezas mentais.
- Jaku - Tranquilidade - serenidade impertubavel presente em qualquer circunstancia.
Provavelmente as pessoas disponham de pouco tempo para aprender a Cerimonia do cha. Entretanto, atraves de seu estudo é possivel ter um insight daquilo que foi perdido em meio à vida apressada do dia-a-dia, q é o sentimento de aceitacao, a consideracao para com as pessoas ao nosso redor, a sensibilidade à mudanca das estacoes do ano, a meditacao. Os meus sinceros votos para q, por meio do aprendizado ou mesmo da participacao em uma Cerimonia do Cha, todos possam encontrar esses principios em seu coracao.
As Sete Regras de Rikkyu
"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.
Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."
O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."
A Cerimonia do Cha
A Cerimônia do Chá completa inicia-se com a chegada do Convidado. Ele deve observar se a água foi espargida nas pedras do caminho que levam à Cabana de Chá. Se as pedras não estiverem molhadas isto quer dizer que o Anfitrião não está pronto. Se o Anfitrião tiver molhado as pedras quer dizer que o Convidado pode entrar. Este sinal é muito bom pois não causa constrangimento a nenhuma das partes. Caso o Convidado tenha chegado cedo demais, ele pode dar uma volta e retornar mais tarde e observar novamente.
O Convidado aprecia o caminho para a Cabana de Chá. Perto da entrada há uma bacia baixa de pedra; cada hóspede pára para lavar as mãos e a boca num ato simbólico de purificação. Os convidados continuam e entram abaixados através de uma pequena porta de 70 cm de altura. Isso porque todos devem abaixar a cabeça para entrar. Espadas e mantos reais não passam por essa pequena abertura, devendo ser deixados de fora. Apenas o ser humano adentra a Sala de Chá, sem ostentações, todos são iguais.
Antes da chegada dos convidados, o anfitrião pendurou um Kakemono (pintura ou caligrafia sobre papel ou seda).
Num recipiente recém preparado com cinzas, um fogo de carvão foi aceso, o incenso foi queimado, e sobre o fogo o anfitrião colocou uma chaleira com água para preparar o chá.
Ao entrar cada convidado aprecia o kakemono, o fogo, o arranjo das cinzas, a chaleira e todos os outros utensílios que estejam expostos. A iluminação moderada e os tons suaves das paredes de barro e da madeira envelhecida criam uma atmosfera que conduz à contemplação. O anfitrião surge e começa a servir o Kaiseki, refeição ligeira.
A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.
O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome.
Depois de compartilhar a refeição os convidados são servidos de um doce e do chá forte. Após isso serve-se o chá fraco.
O Otemae, preparo do chá, consiste de 3 partes:
- Purificacao dos utensílios
- Preparo do chá
- Limpeza dos utensílios.
Deve ser realizado em silêncio, ou só falando amenidades. A mensagem é enviada pelos utensílios, kakemono, flores.
A escolha do kimono depende da estação do ano. A manga indica o estado civil da pessoa q o usa. Mais longo, solteira, mais curto casada.
Saiba mais:
Livro: Vivência e Sabedoria do Chá, Autor Sen Soshitsu XV, T.A.Queiroz, Editor, Ltda.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u363399.shtml
Livro Chado - Introducao ao Caminho do Cha
quinta-feira
Cerimonia do Cha - As Sete Regras de Rikkyu
Sen Rikkyu (1522 - 1591) foi um filosofo e fundador das 3 escolas Senke - Urasenke, Omotesenke e Mushakojisenke. A cerimonia do Cha existia, mas de outra forma. Sen Rikkyu passou a valorizar os utensilios japoneses. Criou também
- A casa de chá q acomoda 5 pessoas
- Uma sala separada onde os utensílios de chá sao preparados
- 2 entradas - uma para o anftriao e outra para os convidados
- uma porta com 70 cm de altura (Nijiriguchi) para que os convidados tenham q se curvar para entrar, com humildade em preparacao para a Cerimonia do cha
"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.
Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."
O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."
Entender as Sete Regras de Rikkyu é fundamental para realizarmos uma cerimonia do cha:
1 -"Prepare uma deliciosa tigela de chá" = Chawa fukuno yoki yohi tate
2-"Disponha o carvão de modo a aquecer a água" = Sumiwa yuno waku yoni oki
3-"Arranje as flores tal como elas estão no campo"= Hanawa noni aruyoni
4-"No verão surgira frescor, no inverno calor" = Natsuwa suzushiku, fuyuwa atatakani
5-"Faça tudo com antecedência" = Kokugenwa hayameni
6-"Prepare-se para uma eventual chuva" = Furazutomo ameno yoi
7-"Dê àqueles com quem se encontrar toda consideração." Aikyakuni kokoro seyo
Saiba mais:
Livro: Vivência e Sabedoria do Chá, Autor Sen Soshitsu XV, T.A.Queiroz, Editor, Ltda.
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Rikkyu Hyakushu - 100 Poemas de Rikkyu - Rikyu Doka
"Naraitsutsu mitekoso narae narawazu ni yoshiashi iu ha oroka narikeri."
When scooping hot or cold water with the hishaku, do not think of scooping with it or holding it.
"Hishaku nite yu o kumu toki no narai niha mittsu no kokoroe arumono zo kashi."
When scooping hot water with the bamboo ladle, there are three things which require strict attention.
"Yu wo kumu ha hishaku ni kokoro tsuki no wa no sononenuyoni kakugoshe kumu."
You should resolve to scoop water without damaging the neck of the bamboo ladle.
"Furo koicha kanarazu kama ni mizu sasuto hitosujini omou hito ha ayamari."
A person who unquestioningly thinks that water must be added to the kettle when preparing thick tea during the brazier (furo) season is mistaken.
"Akatsuki ha sukiya no uchi mo andon ni yakai nadoniha tankei wo oke."
For dawn gatherings, use andon even in the tearoom; for evening gatherings, set out tankei.
"Hanaire no orekugi utsu ha jishikii yori sanjaku sanzun gobu amari mo ari."
When putting in the hook for the flower container, position it 3 shaku, 3 sun, 5 bu from the floor of the alcove.
"Kama hitotsu areba chanoyu ha naru mono wo kazu no dogu wo motsu ha orokana."
Having one kettle you can make tea; it is foolish to possess many utensils.
from http://www.demoivre.org/TeaHyakka/Winter2004/hyakushu5layout.html
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