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segunda-feira

Dialogos na Sala de Cha - Haiken - Por que falamos o que falamos

Ichigo, ichie  - um momento, um encontro

Valorize cada Encontro pois ele nao se repetirá.

Treasure every moment, for it will never recur.




Cada reuniao eh uma oportunidade para uma experiencia unica que jamais ocorrera outra vez na vida de uma pessoa.

Dialogos para o Usucha temae

No início com sensu, sem fukusa

1 - Anfitriao diz: Nome do Procedimento onegai shimasu. (para o professor)

2 - Anfitriao cumprimenta o convidado

Quando o Anfitriao pega o chachaku para colocar o chá no chawan

3 - Anfitriao diz: Okashi o doozo (pode comer o doce)

Quando o Convidado recebe o chá

4 -  Convidado diz : Otemae choodai itashimasu (obrigado pelo cha)

Quando o anfitriao joga a agua quente do chawan no kensui:

5 - Convidado: Doozo oshimai kudasai (por favor pode terminar)

Quando o anfitriao coloca o chawan no tatam:

6 - Anfitriao: Oshimai sashite itadakimasu (Obrigado, vou terminar)

Quando o anfitriao tampa o mizusashi

7 - Convidado: Onatsume, ochachaku no haiken o (gostaria de apreciar o onatsume e o ochachaku)

Quando o anfitriao volta para a sala 

8 - Convidado: Doomo arigatou gozaimasu (Muito obrigado). Onatsume no okatati wa? (qual a forma do Natsume?)

9 - Anfitriao: Rikkyu gata chuunatsume de gozaimasu (Forma de Rikkyu, natsume medio)

10 - Convidado: Onuriwa? (quem laqueou?)

11 - Anfitriao: Sootetsu de gozaimasu. (Sootetsu)

12 - Convidado: Ochachaku no osaku wa? (quem fez o Chachaku?)

13 - Anfitriao: Tantansaisooshotetsu de gozaimasu (Tantansai - XIV Grao mestre)

14 - Convidado: Gomei wa? (qual o nome do Chachaku?)

15 - Anfitriao: Matsukaze de gozaimasu (vento nos pinheiros) - em geral os nomes no usucha sao relacionados as estacoes do ano e temas concretos.

16- Convidado: Sakihodo no okashimo doomo arigatou gozaimasu (agradeco tambem o doce)

Dialogos para o Koicha temae

No início com sensu, sem fukusa

 - Anfitriao diz: Nome do Procedimento onegai shimasu. (para o professor)

 - Anfitriao cumprimenta o convidado

Quando o Convidado toma o chá

 -  Anfitrião diz : Ofukaguen ikagá desuka? (o sabor está bom?)

Quando o Convidado termina o chá

 - Convidado: Ochamei wa? (qual o nome do chá?)

 - Anfitriao: Fukumukashi de gozaimasu (nome do chá é fukumukashi)

 - Convidado: Otsume wa? (qual o nome do fornecedor?)

 - Anfitriao: Ippodo de gozaimasu  (Ippodo)

- Convidado: Senkoku no okashimo doomo arigatou gozaimasu (agradeco tambem o doce)

Neste ponto, tenho uma observacao curiosa. Eu sempre imaginei que esses chás nao existiam mais, que apenas falávamos, mas o Fukumukashi e a Ippodo existem. E tem até uma filial em Nova York

 Este é o Fukumukashi. Caso queira comprar custa US$ 8.11 e o site da loja é http://www.ippodo-tea.co.jp/en/

Quando o anfitriao coloca o chawan no tatam:
 - Anfitriao: Oshimai sashite itadakimasu (vou terminar o otemae)

Quando o anfitriao tampa o mizusashi

 - Convidado: Ochaire, ochachaku, oshifuku no haiken o (gostaria de apreciar o o Ochaire, ochachaku e oshifuku)

 - Convidado: Doomo arigatou gozaimasu (Muito obrigado). Ochaire no okatati wa? (qual a forma do Chaire?)

- Anfitriao: katatsuki de gozaimasu (com ombros (kata))

- Convidado: Okamamoto wa? (onde fica o forno?)

 - Anfitriao: Seto de gozaimasu. (Na cidade de Seto)

 - Convidado: Ochifuku no okireji wa? (qual o desenho do ochifuku?)

- Anfitriao: ______ de gozaimasu

 - Convidado: Oshitate wa? (quem costurou?)

 - Anfitriao: Yuko de gozaimasu (Yuko)

 - Convidado: Ochachaku no osaku wa? (quem fez o Chachaku?)

 - Anfitriao: Tantansaisooshotetsu de gozaimasu (Tantansai - XIV Grao mestre)

 - Convidado: Gomei wa? (qual o nome do Chachaku?)

 - Anfitriao: Kansha de gozaimasu (Gratidão) - em geral os nomes no koicha sao relacionados a temas mais abstratos.

- Convidado: Doomo arigatou gozaimasu (obrigado)


#Cerimoniadocha #Chado  #Caminhodocha

quarta-feira

Livro Vivência e Sabedoria do Chá





A Cerimônia do Chá basicamente consiste no ato de compartilhar uma tigela de chá, seguindo quatro princípios básicos: Wa (Harmonia) , Kei (Respeito), Sei (Pureza) e Jaku (Tranqüilidade), desenvolvido por Sen Rikyu (1522-1591).

A Harmonia é o resultado da interação do anfitrião e do convidado, da comida servida e dos utensílios usados com os ritmos da natureza, livre de pretensões, percorrendo o caminho da moderação e humildade.

O Respeito é a sinceridade do coração que nos libera para um relacionamento aberto com o nosso ambiente imediato com o ser humano e a natureza, reconhecendo a dignidade inata de cada um.

A Pureza capacita o indivíduo a perceber a essência pura e sagrada das coisas do homem e da natureza.

A Tranqüilidade é adquirida com a prática constante dos três primeiros princípios.

Sumário do Livro Vivência e Sabedoria do Chá


Dominando o caminho

"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.

Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."

O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."


Anfitrião e Convidado

A Cerimônia do Chá completa inicia-se com a chegada do Convidado. Ele deve observar se a água foi espargida nas pedras do caminho que levam à Cabana de Chá. Se as pedras não estiverem molhadas isto quer dizer que o Anfitrião não está pronto. Se o Anfitrião tiver molhado as pedras quer dizer que o Convidado pode entrar. Este sinal é muito bom pois não causa constrangimento a nenhuma das partes. Caso o Convidado tenha chegado cedo demais, ele pode dar uma volta e retornar mais tarde e observar novamente.

O Convidado aprecia o caminho para a Cabana de Chá. Perto da entrada há uma bacia baixa de pedra; cada hóspede pára para lavar as mãos e a boca num ato simbólico de purificação. Os convidados continuam e entram abaixados através de uma pequena porta de 70 cm de altura. Isso porque todos devem abaixar a cabeça para entrar. Espadas e mantos reais não passam por essa pequena abertura, devendo ser deixados de fora. Apenas o ser humano adentra a Sala de Chá, sem ostentações, todos são iguais.

Antes da chegada dos convidados, o anfitrião pendurou um Kakemono (pintura ou caligrafia sobre papel ou seda).

Num recipiente recém preparado com cinzas, um fogo de carvão foi aceso, o incenso foi queimado, e sobre o fogo o anfitrião colocou uma chaleira com água para preparar o chá.

Ao entrar cada convidado aprecia o kakemono, o fogo, o arranjo das cinzas, a chaleira e todos os outros utensílios que estejam expostos. A iluminação moderada e os tons suaves das paredes de barro e da madeira envelhecida criam uma atmosfera que conduz à contemplação. O anfitrião surge e começa a servir o Kaiseki, refeição ligeira.

A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.
O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome.

Depois de compartilhar a refeição os convidados são servidos de um doce e do chá forte. Após isso serve-se o chá fraco.

O Otemae, preparo do chá, consiste de 3 partes:
- Purificacao dos utensílios
- Preparo do chá
- Limpeza dos utensílios.

Deve ser realizado em silêncio, ou só falando amenidades. A mensagem é enviada pelos utensílios, kakemono, flores.

A escolha do kimono depende da estação do ano. A manga indica o estado civil da pessoa q o usa. Mais longo, solteira, mais curto casada.

O preparo do ambiente



De acordo com Sen Rikkyu (1522-1591):

  O Cha nao é nada mais que isto:
  Primeiro voce aquece a agua, e entao voce prepara o cha.
  Entao voce o bebe corretamente.
  Isto é tudo o que voce precisa saber.



A necessidade de uma disciplina

Devemos nos concentrar de forma a não perder a mente original e inocente

Há um homem tão pobre que come madeira e veste-se com roupas feitas de folhas. Mas seu coração é claro como a lua, sua mente é calma e nada o perturba. Se alguém lhe pergunta "Onde você vive?" Ele responde "Nas verdes montanhas, junto à água pura;"

O sabor do chá e do Zen

Furyu =Fu (vento) ryu (fluir)

Velho lago
uma rã salta
o som da água

Wabi

Ao olhar em volta,
nem flores nem coloridas folhas
perto da cabana de sapé
que se ergue solitária à beira da praia.
Crepúsculo de outono

Àqueles que anseiam
pelas flores da primavera
mostre a relva nova
que rompe entre as colinas nevadas

Inadequação

O espírito de discrição

Aos que aspiram seguir o caminho do chá



Saiba mais:



Livro: Vivência e Sabedoria do Chá, Autor Sen Soshitsu XV, T.A.Queiroz, Editor, Ltda.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u363399.shtml

#Cerimoniadocha #Chado #Caminhodocha #Livrocerimoniadocha

segunda-feira

Cerimonia do Cha - Chanoyu - Caminho do cha - Chado

Boa noite = Konnichiwa (vamos nos cumprimentar? Digam Konnichiwa e curve-se para demonstrar respeito)

Meu nome é Iumi Takeda e sou praticante da Cerimonia do Cha há mais de 30 anos. Fui treinada pela minha avó para a 5a Feira Industrial do Japao no Palacio das Convencoes do Anhembi em 1973, o que é uma coincidencia feliz pois deve-se começar a aprender a Cerimonia do Cha com 6 anos, 6 meses e 6 dias.

Chanoyu quer dizer água quente para o chá

Chado quer dizer caminho do chá. Dô é um ideograma composto por 2 radicais: um deles é pescoço pois quando se adentra o caminho do chá, estamos arriscando o nosso pescoço.

Origem do Chá

A China eh o berco do chá.

Ate hoje é o único pais do mundo que produz e fabrica todas as "cores" de cha, que calcula-se, giram em torno de 10 mil. Se tomarmos um cha diferente por dia nao vamos conseguir experimentar todos os tipos

Conta a lenda que um imperador chines aqueceu agua para tomar, mas adormeceu sob uma arvore. Uma brisa soprou e algumas folhas cairam na tigela com agua quente. Quando acordou, tomou a agua com as folhas e estava descoberto o cha em infusao.

O nome cientifico do cha eh Camellia sinensis. A Camelia sinensis é um arbusto sempre verde, cujas folhas se nao sao logo secas depois de colhidas comecam a oxidar. Este processo lembra a maltizacao da cevada, as folhas ficam progressivamente escuras, assim que a clorofila se quebra.

O cha eh classificado em 4 grupos principais, baseados em seu grau de oxidadacao:

- Cha Branco - folhas jovens que nao sofreram processo de oxidacao.
- Cha Verde - a oxidacao eh parada pela aplicacao de calor
- Oolong - a oxidacao eh parada entre o cha verde e o cha preto
- Cha Preto - depende da regiao tem nomes como Daarjeling, Assam, Ceilao, Nilgiri

O Chá que bebemos na Cerimônia do Chá é o Chá Verde colhido dos Brotos da folha da Camellia sinensis.

Como preparar o cha
Os bules de cha sao pequenos para que se coloque apenas a quantidade de agua que se vai tomar.

Aquece-se a agua quente ateh formar pequenas bolhas no fundo e nas laterais da chaleira.

Coloca-se a agua quente nas xicaras de cha para aquece-las e devolve-se a agua para a chaleira, o que já diminui a temperatura do chá;

O ideal eh nao utilizar cha em sache, mas sim em folhas, que devem ser colocadas em infusor.

 Coloca-se o infusor 2 a 5 minutos, seguindo as instrucoes do cha escolhido.

No Japao, a chaleira com as folhas de cha sao utilizadas ao longo do dia. Nao se deve deixar com agua para que nao esfrie e fique amargo.

Cerimonia do Chá ou Chanoyu

A Cerimônia do Chá valoriza o momento presente: o passado já foi e o futuro ninguém sabe. Em portugues, a palavra presente tem 2 significados:

Agora

E

Ser uma dádiva estarmos aqui juntos para compartilhar um momento, um encontro, uma tigela de chá.

Sen no Rikkyu é o fundador de nossa escola e iniciou em 1570, quase a idade do Brasil e envolve 4 princípios: Harmonia, Pureza, Respeito e Tranquilidade.

Harmonia entre o Convidado e o Anfitriao

Pureza - purificar os utensilios

Respeito

Tranquilidade.

A Cerimônia do Chá engloba várias artes japonesas: a Arquitetura, a Cerâmica, a Culinária, a Caligrafia, o Vestuário, o Arranjo de Flores, entre outras.

A Arquitetura pode ser observada na porta para entrarmos a sala de chá que deve ter 60 cm de altura para que qualquer pessoa precise abaixar a cabeça para entrar.

A Cerâmica - as xícaras de chá japonesas  não tem asa porque ao contrário do senso comum, a mão é mais sensível que a boca. Se você não consegue segurar, não vai conseguir tomar.

A Culinária pois a Cerimônia de Chá completa dura 4 horas quando primeiro é servida uma pequena refeição chamada Kaiseki, onde Kai = quente e Seki = Pedra, pois quando os monges estavam meditando nao tinham tempo de comer e pegavam uma pedra quente próximo ao estômago e esse calor "saciava" a fome.

O Vestuário - utiliza-se o kimono. Quando a mulher é solteira usamos um kimono de mangas longas e cores vivas. Após o casamento o kimono tem mangas curtas e cores mais sóbrias. A parte de trás da manga é aberta para ser usada como "bolso". Não se valoriza o decote e sim a nuca.

O Arranjo de flores como estão na natureza. Não se deve entregar um buque de flores pois não é assim q elas estão na natureza.

Como o chá é amargo, antes de tomar, comemos um doce para contrabalançar o amargo. O doce deve estimular os 5 sentidos: Visao, Olfato, Paladar, Tato, podemos entender, mas e a Audição? A audição é o nome do doce.

"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.

Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."

O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."

Entender as Sete Regras de Rikkyu é fundamental para realizarmos uma cerimonia do cha:

1 -"Prepare uma deliciosa tigela de chá" = Chawa fukuno yoki yohi tate

2-"Disponha o carvão de modo a aquecer a água" = Sumiwa yuno waku yoni oki

3-"Arranje as flores tal como elas estão no campo"= Hanawa noni aruyoni

4-"No verão surgira frescor, no inverno calor" = Natsuwa suzushiku, fuyuwa atatakani

5-"Faça tudo com antecedência" = Kokugenwa hayameni 

6-"Prepare-se para uma eventual chuva" = Furazutomo ameno yoi

7-"Dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."  Aikyakuni kokoro seyo

sexta-feira

Escolas de Cerimonia de Cha - Urasenke, Omotesenke e Mushakojisenke

Neste Valentine´s Day, aprecie 2 escolas diferentes de Cha praticando juntas um Dueto de Cerimonia do Chá.

Ueda Soko School and Urasenke School

Mas existem diversas escolas de Cerimonia do Cha. Após Toyotami Hideyoshi ordernar Sen no Rikkyu a cometar suicídio, sua familia caiu em desgraca e teve que se esconder e seu filho direto nao teve filhos. Mais tarde, sua filha teve um filho Sen Sotan, que continuou o desenvolvimento da arte da cerimonia do Cha. Ele herdou o terreno e dividiu-o entre seus filhos que fundaram as Tres-Senke: Omotesenke, Urasenke e Mushanokojisenke. A que mais se divulgou pelo mundo foi a Urasenke.

San-Senke

There are three historical households (家) directly descended from the 16th-century tea master Sen no Rikyū which are dedicated to transmitting the Way of Tea that was developed by their mutual family founder, Sen no Rikyū. They are known collectively as the san-Senke (三千家), or "three Sen houses/families." These are the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Another line, which was located in Sakai and therefore called the Sakaisenke (堺千家), was the original Senke (Sen house). Rikyū's natural son, Sen Dōan, took over as head of the Sakaisenke after his father's death, but the Sakaisenke soon disappeared because Dōan had no offspring or successor. The school named Edosenke (江戸千家; lit., Edo Sen house/family) is not descended by blood from the Sen family; its founder, Kawakami Fuhaku (1716–1807), became a tea master under the 7th generation head of the Omotesenke line, and eventually set up a tea house in Edo (Tokyo), where he devoted himself to developing the Omotesenke style of the Way of Tea in Edo.
The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.

Other schools

The three lines of the Sen family which count their founder as Sen no Rikyū are simply known as the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Schools that developed as branches or sub-schools of the san-Senke, or separately from them, are known as "~ryū" (from ryūha), which may be translated as "school" or "style." New schools often formed when factions split an existing school after several generations. There are many of these schools, most of them quite small.

san-Senke

There are three historical households (家) directly descended from the 16th-century tea master Sen no Rikyū which are dedicated to transmitting the Way of Tea that was developed by their mutual family founder, Sen no Rikyū. They are known collectively as the san-Senke (三千家), or "three Sen houses/families." These are the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Another line, which was located in Sakai and therefore called the Sakaisenke (堺千家), was the original Senke (Sen house). Rikyū's natural son, Sen Dōan, took over as head of the Sakaisenke after his father's death, but the Sakaisenke soon disappeared because Dōan had no offspring or successor. The school named Edosenke (江戸千家; lit., Edo Sen house/family) is not descended by blood from the Sen family; its founder, Kawakami Fuhaku (1716–1807), became a tea master under the 7th generation head of the Omotesenke line, and eventually set up a tea house in Edo (Tokyo), where he devoted himself to developing the Omotesenke style of the Way of Tea in Edo.
The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.

Other schools

The three lines of the Sen family which count their founder as Sen no Rikyū are simply known as the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Schools that developed as branches or sub-schools of the san-Senke, or separately from them, are known as "~ryū" (from ryūha), which may be translated as "school" or "style." New schools often formed when factions split an existing school after several generations. There are many of these schools, most of them quite small.

Current schools

Current schools

  • Anrakuan-ryū 安楽庵流 (founder: Anrakuan Sakuden [1554-1642])
  • Chinshin-ryū 鎮信流 (founder: Matsura Chinshin {1622-1703], who was magistrate of Hizen Hirado, present-day Hirado in Nagasaki Prefecture). The school takes after the "warrior-house style of tea" (buke-cha) that was promoted by the daimyō Katagiri Sekishū. The school is also known as the Sekishū-ryū Chinshin-ha (Chinshin branch of the Sekishū school).
  • Edosenke-ryū 江戸千家流 (founder: Kawakami Fuhaku [1716-1807])
  • Enshū-ryū 遠州流 (founder: Kobori Masakazu a.k.a. Kobori Enshū)
  • Fujibayashi-ryū 藤林流 (a.k.a. Sekishū-ryū Sōgen-ha; see Sekishū-ryū below)
  • Fuhaku-ryū 不白流 (founder: Kawakami Fuhaku). This school, also called the Omotesenke Fuhaku-ryū, evolved after the death of Kawakami Fuhaku, when this faction split from the Edosenke school that he had founded.[1]
  • Hayami-ryū 速水流 (founder: Hayami Sōtatsu [1727-1809], who learned tea under the 8th Urasenke iemoto, Yūgensai, and was allowed by him to found a school of his own in Okayama)[2]
  • Higo-koryū 肥後古流[3] (The word Higo refers to present-day Kumamoto Prefecture; koryū literally means "old school"). This is one of the schools of tea traditionally followed by members of the old Higo domain, and is considered to be faithful to Sen Rikyū's tea style; that is, it is tea of the "old school." The school has been led by three families, and therefore is divided into the following three branches:
    • Furuichi-ryū 古市流
    • Kobori-ryū 小堀流
    • Kayano-ryū 萱野流
  • Hisada-ryū 久田流
  • Hosokawasansai-ryū 細川三斎流
  • Horinouchi-ryū 堀内流
  • Kobori Enshū-ryū 小堀遠州流 (founder: Kobori Masakazu [Kobori Enshū] (1579-1647)) and passed down through Enshū's brother Kobori Masayuki (1583-1615). Grand Master XVI, Kobori Soen currently runs the school.)[4]
  • Kogetsuenshū-ryū 壺月遠州流
  • Matsuo-ryū 松尾流 (founder: Matsuo Sōji [1677-1752], great grandson of a close disciple of Sen Sōtan who had the same name, Matsuo Sōji). The founder of the Matsuo school hailed from Kyoto and learned tea under the 6th Omotesenke iemoto, Kakukakusai. He later settled in Nagoya, where the Matsuo school is centered. A number of the successive Matsuo-ryū iemoto in history have apprenticed under the 'reigning' Omotesenke iemoto.[5]
  • Mitani-ryū 三谷流
  • Miyabi-ryū 雅流 
  • Nara-ryū 奈良流
  • Oie-ryū 御家流 (founder: the feudal lord Andō Nobutomo [1671-1732]). The school traces its roots to Sen Rikyū, and from Rikyū as follows: Hosokawa Sansai, Ichio Iori, Yonekitsu Michikata (1646-1729), and then Andō Nobutomo. In the Edo period, the Tokugawa shōgun allowed the Andō family the right to conduct official celebratory ceremonies, and the family was known as etiquette authorities.[6]
  • Oribe-ryū 織部流 (founder: Furuta Shigenari [a.k.a. Furuta Oribe]). According to the Japanese tea historian Tsutsui Hiroichi, after the death of Sen no Rikyū, his chadō follower Furuta Oribe succeeded him as the most influential tea master in the land. Oribe was chadō officer for the second Tokugawa shogun, Tokugawa Hidetada, and had a number of notable chadō disciples, foremost of whom was Kobori Enshū. For political reasons, Oribe was ordered to commit seppuku (ritual suicide), and consequently his family did not become an official tea-teaching family. Through the succeeding generations, the family head held the position of karō (intendant) to the daimyō headquartered at Oka Castle in present-day Oita Prefecture, Kyūshū. With the Meiji Restoration in the late 19th century, and the family's consequent loss of its hereditary position, the 14th-generation family head, Furuta Sōkan, went to the new capital, Tokyo, to attempt to reestablish the Oribe school of tea. Today, Kyūshū and especially Oita have the highest concentration of followers of this school.[7]
  • Rikyū-ryū 利休流
  • Sakai-ryū 堺流
  • Sekishū-ryū 石州流 The school developed by the daimyō Katagiri Sadamasa (a.k.a. Katagiri Sekishū) (1605–73), nephew of Katagiri Katsumoto and second-generation lord of the Koizumi Domain. Sekishū was chanoyu teacher to the fourth Tokugawa shōgun, Tokugawa Ietsuna, and his chanoyu style therefore became popular among the feudal ruling class of Japan at the time. The Sekishū-ryū school of chanoyu was passed forward by his direct descendants, and also through his talented chanoyu followers who became known as the founders of branches (派, "-ha") of the Sekishū school.[8]
    • Sekishū-ryū Chinshin-ha 石州流鎮信派 (see Chinshin-ryū above)
    • Sekishū-ryū Fumai-ha 石州流不昧派 (founder: the daimyō Matsudaira Harusato, a.k.a. Matsudaira Fumai [1751-1818]).[9]
    • Sekishū-ryū Ikei-ha 石州流怡渓派 (founder: the Rinzai Zen sect priest Ikei Sōetsu [1644-1714], founder of the Kōgen'in sub-temple at Tōkaiji temple in Tokyo). He studied chanoyu under Katagiri Sekishū. His chanoyu pupil, Isa Kōtaku (1684–1745), whose family was in charge of the Tokugawa government's tea houses, founded the Sekishū-ryū Isa-ha 石州流伊佐派. Furthermore, the Ikei-ha chanoyu style that spread among people in Tokyo was referred to as Edo Ikei, and that which spread among people in the Echigo (present-day Niigata Prefecture) region was referred to as Echigo Ikei.[10]
    • Sekishū-ryū Ōguchi-ha 石州流大口派
    • Sekishū-ryū Shimizu-ha 石州流清水派
    • Sekishū-ryū Sōgen-ha 石州流宗源派 (founder: Fujibayashi Sōgen 藤林宗源 [1606-95], chief retainer of the daimyō Katagiri Sekishū).[11]
    • Sekishū-ryū Nomura-ha 石州流野村派
  • Sōhen-ryū 宗偏流 (founder: Yamada Sōhen [1627-1708], one of the four close disciples of Sen Sōtan)
  • Sōwa-ryū 宗和流 (founder: Kanamori Sōwa [a.k.a. Kanamori Shigechika, 1584-1656])
  • Uedasōko-ryū 上田宗箇流
  • Undenshindō-ryū 雲傳心道流 (founder: Niinuma Chinkei, who was a follower of Yamaoka Tesshū [1836-88])
  • Uraku-ryū 有楽流 (founder: Oda Nagamasu [Urakusai])
  • Yabunouchi-ryū 薮内流 (founder: Yabunouchi Kenchū Jōchi [1536-1627], who, like Sen Rikyū, learned chanoyu from Takeno Jōō)
  • Yōken-ryū 庸軒流 (founder: Fujimura Yōken [1613-99], one of the four close disciples of Sen Sōtan)
[12]

References




  • Genshoku Chadō Daijiten, entry for Edosenke.

  • Genshoku Chadō Daijiten Japanese chadō encyclopedia, entries for Hayami-ryū and Hayami Sōtatsu.

  • Japanese Wikipedia article on Higo-koryū.

  • "What is Kobori Enshu School of Tea?"

  • Genshoku Chadō Daijiten, entries for 'Matsuo-ryū and Matsuo Sōji.

  • Andō-ke (Andō Family) Oie-ryū official website (Japanese)

  • Yahoo Japan Encyclopedia entry for Oribe-ryū (Japanese)

  • Genshoku Chadō Daijiten, entry Sekishū-ryū.

  • Kojien Japanese dictionary, entry for "Matsudaira Harusato."

  • Genshoku Chadō Daijiten, entry Sekishū-ryū, Ikei Sōetsu, and Isa Kōtaku.

  • Genshoku Chadō Daijiten Japanese chadō encyclopedia, entry for Fujibayashi-ryū.


  • External links

    quinta-feira

    Livro Singularidades da Cultura Japonesa 100 anos imigracao japonesa



    Livro Singularidades da Cultura Japonesa e trata de aspectos especificos da cultura japonesa. Dividido em 3 partes:

    Parte 1- Singularidades da Cultura Japonesa

    Simbolos
    - Flor da Cerejeira
    - O Espirito Yamato, antiga denominacao do Japao. Yamato é o nome do maior navio de guerra do mundo pertencente à antiga marinha japonesa. O espirito Yamato é a tradicao espiritual do povo japones que o leva a assumir a responsabilidade
    - Nishikigoi - carpas, as joias q nadam
    - O Idioma Japones e o Kototama
    - Embalar - o ato de embrulhar. Furoshiki é um pano quadrado utilizado no Japao para embrulhar objetos. A origem desta palavra vem do costume de levar a toalha e a vestimenta envoltas num tecido para o banho público (furo = banho e shiki = estender).

    Assimetria
    - Japonês e a Comunicação
    - Jardins
    - Hana
    - Assimetria

    Simplicidade
    - Culto da Madeira Natural
    - Tendência à Minimização
    - Cultura Alimentar

    Impermanencia
    - Percepção Sazonal
    - Espiritualidade como Caminho
    - Cortesia
    - Confiabilidade
    - Moralidade

    Parte 2 - Singularidades da Cerimonia do Cha

    Parte 3 - Sigularidades do Ikebana


    Evento Fascinante Cultura Japonesa

    Dias 06 (sábado) e 07 (domingo) de setembro de 2008 das 10h às 17h na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, na Rua São Joaquim 381 Liberdade, São Paulo foi realizada uma Exposição sobre a Cerimônia do Chá e o Ikebana.

    Nesta ocasiao em comemoracao aos 100 anos de imigracao japonesa foi publicado o livro Singularidades da Cultura Japonesa, edicao bilingue, sobre diversas particularidades da Cultura Japonesa, de autoria de expoentes da Comunidade Nipo-brasileira e capa do artista Plastico Wakabayashi.

    Edicao Bilingue: Portugues e Japones
    Formato Capa dura
    100 paginas
    O livro pode ser adquirido atraves do tel 11-5571-3117.
    #Cerimoniadocha #Chado #ikebana #Caminhodocha #Livrocerimoniadocha

    quarta-feira

    Livro Flor - A Flor na Natureza e na Cultura do Japao

    BUNKYO: Nihon no Bi – Beleza do Japão acontece no Bunkyo dando inicio as atividades de 105 anos da imigração japonesa no Brasil

    Por Kenia Gomes 


    Chado Urasenke – cerimônia do chá (foto: divulgação)
    No próximo mês se iniciam as atividades pelos 105 anos de imigração japonesa no Brasil (comemorados no dia 18 de junho). O evento Nihon no Bi – Beleza do Japão, que acontece nos dias 17 a 19 de maio, abre a programação e traz ao público exposições, música e arte, além do lançamento de um livro. A entrada é franca.
    O hall do Grande Auditório do Bunkyo recebe a exposição dos professores da Associação de Ikebana do Brasil, num total de 100 arranjos de todas as 13 escolas de ikebana associadas. Além da exposição, os professores também promovem workshops fazendo uma breve introdução e demonstração dos princípios básicos da ikebana, visando estimular a prática dessa arte entre os visitantes.
    No Salão Nobre, o Centro de Chadô Urasenke do Brasil promove várias sessões de demonstração da cerimônia do chá num cenário especialmente montado para a ocasião. Também, os professores da Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa se apresentam com uma audição de koto, shamisen e shakuhachi.
    O espaço ainda conta com a participação dos artistas das Comissões de Arte Craft e Artes Plásticas do Bunkyo, bem como seus convidados, numa exposição coletiva.
    A cerimônia de abertura do evento acontece no dia 17 de maio, às 19h, quando também será realizado o lançamento do livro “Hana – Flor – A flor na natureza e cultura do Japão”, em português, publicado pelo Centro de Chadô Urasenke do Brasil.


    Um livro dedicado à flor na cultura do Japão


    Por Celia Abe Oi

    Na abertura do livro, a imagem do pergaminho com a palavra HAKUEI-AN, sala de chá FLORESCER DO BRASIL, denominação da sede da Urasenke no Brasil concedida pelo XIV grão-mestre Tantansai (autor da caligrafia)
    Um recorte da tradição japonesa expressa por meio das flores – esta foi a proposta do Centro de Chado Urassenke do Brasil ao editar o livro: Hana – Flor – A flor na natureza e cultura do Japão. Seu lançamento será no próximo dia 17 de maio, na abertura da exposição Nihon no Bi – Beleza do Japão, no Hall de Entrada do Bunkyo.

    “Arranje as flores tal como elas estão no campo”, é uma das sete regras apontadas pelo grão-mestre Rikyu ao se reportar aos ensinamentos básicos da cerimônia do chá. Ele se referia à essência do Chabana, o tipo tradicional de arranjo usado durante o ritual do chá, em que se valoriza a singeleza de uma flor.


    Capa do livro (foto: divulgação)

    Assim, adotando a flor como tema principal, o livro extrapola o universo da cerimônia do chá para enfocar a Ikebana e suas formas de vivificação e as técnicas básicas. Além disso, no terceiro capítulo, traz o “Calendário Oriental e as Flores”, reunindo, em português, informações inéditas sobre as flores no calendário da cultura japonesa.

    O livro Hana – Flor, em português, inteiramente em cores, com 200 páginas, é uma publicação comemorativa ao ano do Jubileu de Vinho* (70 anos) da Urasenke na América Latina. Ele estará à venda no dia do lançamento e durante o Nihon no Bi, na exposição de Ikebana.


    Fonte: Bunkyo


    SERVIÇO


    Nihon no Bi – Beleza do Japão (Entrada Franca)
    Abertura: dia 17, às 19h, com lançamento do livro “Hana – Flor – A flor na natureza e cultura do Japão”

    Data/hora: 18 e 19 de maio, sábado e domingo, das 10h às 18h

    Local: Hall do Grande Auditório e Salão Nobre do Bunkyo
    Rua São Joaquim, 381 – Liberdade – São Paulo – SP

    Informações: (11) 3208-1755

    Realização: Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social


    Apoio
    Fundação Kunito Miyasaka
    Associação de Ikebana do Brasil
    Centro de Chadô Urasenke do Brasil
    Associação Brasileira de Música Clássica Japonesa
    Comissão de Artes Plásticas e Comissão de Arte Craft do Bunkyo
    #Cerimoniadocha #Chado #ikebana #Caminhodocha #Livrocerimoniadocha

    terça-feira

    Utensilios da Cerimonia do Cha

    Para Praticar a Cerimonia do Cha sao necessarios alguns Utensilios

    Assista ao video


    https://www.youtube.com/watch?v=UCF8U0CgHZQ&index=3&list=PLqoS8zi8xVhl8cjrZaogwweFRwqRmrb2C


    Caligrafia













    Vasos para Chabana - Arranjo de flores





    Kama (caldira)
    Caldeira, feita principalmente de ferro fundido, usada para esquentar água. O kama menor é utilizado no Furo (braseiro externo) da Primavera ao Outono. O kama maior é utilizado no Ro (braseiro embutido no tatami), para o inverno.




    Mizusashi (jarra de agua)
    Jarro para água fresca usado na cerimonia do cha.


    Chawan (taça)
     Tigela de cerâmica para tomar matcha. As tigelas sao classificadas por regioes, nas quais foram produzidas e por artesões que as criaram


    Chasen (batedor de bambu)
    Batedor de bambu paramisturar o matcha com a água quente até formar espuma.


    Chachaku (colher de cha)
    Colher para retirar o matcha, geralmente feita de bambu. É o objeto que nos sugere o caráter da pessoa que o confeccionou e é usado com o nome poético (mei) que lhe foi atribuído.


    Natsume (recipiente para o cha fraco)


    O Natsume tem a forma de tamara (fruta)







    Chaire (recipiente para o cha forte) 




    Futaoki 
    Descanso para a tampa do kama e para a concha do hishaku



    Kensui 
    Recipiente para entornar a água usada durante o temae



    Hishaku (concha)
     Concha de bambu usada pra retirar água do kama ou do mizusashi.



    Chasen (batedor de bambu)
    Batedor de bambu paramisturar o matcha com a água quente até formar espuma.



    Fukusa Pano para purificar o Natsume e o Chachaku . Feito de tecido para homens roxo e vermelho para mulheres.



    Kobukusa
    Para usar quando servir o chá para colocar o chawan.




    Sumitori
     Recipiente para colocar o carvão.
     Contem carvão vegetal, incenso e outros elementos.
     

    Incenso (Kougou)

    segunda-feira

    Cerimonia do Cha Completa


    cerimônia do chá

    A cerimônia do chá, conhecida como "chanoyu" em Japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o "matcha", um chá verde pulverizado.


     

     

     

    Uma Cerimonia do Cha tipica

    Há muitas maneiras de realizar uma cerimônia de chá de acordo com a escola que o anfitrião pertence. Elas também variam de conformidade com a ocasião e a estação. Nos elementos essenciais, todavia, há uma semelhança básica.
     
    1. Material e utensílios exigidos

    casa de chá1) A "sukiya" ou a casa de chá
    É costume muito antigo ter uma pequena casa, denominada "sukiya", especialmente construída para "chanoyu". Ela consiste de uma sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsuki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva à entrada da casa de chá. A casa, geralmente, é localizada numa seção arborizada especialmente criada para esse fim no jardim propriamente dito.









     
     utensílios
    2) Utensílios
    Os principais utensílios são a "cha-wan"(tigela de chá), o "cha-ire"(recipiente do cha), a "cha-sen"(vassourinha de chá feito de bambu) e o "cha-shaku"(concha de chá feita de bambu). Via de regra, esses utensílios são valiosos objetos de arte.

    3) Trajes e acessórios.
    Roupas de cores discretas são preferidas. Em ocasiões estritamente formais, os homens vestem quimono de seda, de cor firme, com três ou cinco brasões de família nele estampados e "tabi", brancas ou meias tradicionais japonesas. As mulheres trajam conservador quimono blasonado e também "tabi", nessas ocasiões. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de "kaishi" (pequenos guardanapos de papel).

    2. A cerimônia propriamente dita.
    A cerimônia do chá regular consiste 1) da primeira sessão na qual uma refeição ligeira, denominada "kaiseki", é servida, 2) da "nakadachi"ou breve pausa, 3) da "gozairi", a parte principal da cerimônia, onde o "kaicha" ou chá de textura espessa, é servido e 4) da ingestão do "usucha" ou chá de textura fina. Toda a cerimônia consome cerca de quatro horas. Freqüentemente, apenas o "usucha" é servido, o que requer cerca de uma hora.

    1) A primeira sessão
    Os convidados, cinco ao todo, reúnem-se na sala de espera. O anfitrião comparece e os conduz pelo caminho ajardinado até a sala de chá. Num determinado lugar do caminho há uma bacia de pedra cheia de água fresca. Ali elas lavam as mãos e a boca. A entrada para a sala é muito pequena o que obriga os convidados a rastejar para atravessa-la numa demonstração de humildade. Ao entrar na sala, que é provida de fogareiro fixo ou portátil para a chaleira, cada convidado ajoelha-se à frente do "tokonoma" ou nicho e faz uma reverência respeitosa. Em seguida, com o leque dobrável diante de si, ele admira o rolo suspenso na parede do "tokonoma". A seguir, olha do mesmo modo o fogareiro. Quando todos os convidados concluírem a contemplação desses objetos, eles tomam seus assentos, com o principal no lugar mais próximo do anfitrião. Depois que o anfitrião e os convidados trocarem cumprimentos, a "kaiseki" é servida, com os doces terminando a leve refeição.

    A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.

    O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome. 


    2) "Nakadachi"
    Por sugestão do anfitrião, os convidados retiram-se para o banco de espera existente no jardim interno próximo à sala.

    3) "Goza-iri"
    Um gongo de metal próximo à sala é tocado pelo anfitrião para assinalar o início da cerimônia principal. È costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados erguem-se e ouvem atentamente o som. Depois de repetir o Rito de purificação na bacia, eles entram novamente na sala. Os biombos de junco suspensos do lado de fora das janelas são retirados por um assistente a fim de tornar mais claro o ambiente. O rolo suspenso desaparece e, no "tokonoma", há um vaso com flores. O receptáculo para água fresca e o recipiente de cerâmica para o chá estão em posição antes que o anfitrião entre trazendo a tigela de chá com a vassourinha e a concha de chá dentro dela. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente como fizeram no início da primeira sessão. O anfitrião retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o receptáculo para água servida, a cocha e o descanso para da tampa da chaleira ou cocha. Em seguida, o anfitrião limpa o recipiente de chá e a concha com pano especial denominado "fukusa", fazendo o mesmo com a vassourinha na tigela de chá contendo água quente tirada da chaleira. O anfitrião esvazia a tigela, despejando a água no receptáculo de água servida e limpa a tigela com um "chakin" ou pedaço de tecido de linho.
    O anfitrião ergue a cocha de chá e o recipiente e põe "matcha" (três conchas para cada convidado) na tigela e tira uma concha cheia de água quente da chaleira, pondo cerca de um terço dela na tigela e devolvendo o que sobrou à chaleira. A seguir, ele bate a mistura com a vassourinha até que se transforme em algo que lembre uma muito grossa sopa de ervilha verde tanto na consistência como na cor. O chá feito é denominado "koicha". O "matcha" usado aqui é feito de folhas tenras de plantas de chá com idade de 20 a 70 anos ou mais. O anfitrião coloca a tigela no seu lugar apropriado, junto ao fogareiro, e o convidado principal desloca-se de joelhos, para pegar a tigela. O convidado faz uma reverência com a cabeça, para os outros convidado e põem a tigela na palma de sua mão esquerda, sustentando um dos lados dela com a direita. Depois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois goles. Limpa a beirada da tigela onde bebeu com o "kaishi" de papel e passa a tigela para o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o convidado principal. A tigela é então passada para o terceiro convidado, e, seguida, para o quarto, até que todos os cinco tenham partilhado do chá. Quando o último convidado termina, ele entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitrião.

    4) Cerimônia com "usucha"

     

    O "usucha" difere do "koicha" na circunstância de que primeiro é feito de plantas tenras com a idade de apenas 3 a 15 anos. Ele proporciona uma mistura espumosa.

    As regras seguidas nessa cerimônia são semelhantes as da "koicha", sendo, as seguintes, as principais diferenças:
    a) O chá é feito individualmente para cada convidado com duas a duas e meia conchas de "matcha". Espera-se que cada convidado beba toda a sua porção.
    b) O convidado limpa a parte da tigela que seus lábios tocaram com os dedos da mão direita e, em seguida, limpa os dedos dela com o "kaishi" de papel.

    Depois que o anfitrião retira os utensílios da sala, ele faz uma reverência silenciosa com a cabeça para os convidado, dando a entender que a cerimônia terminou. Os convidados deixam a "sukiya", despedido-se do anfitrião. 


    Fonte: http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/chanoyu1.html 
    #Cerimoniadocha #Caminhodocha #chado #koicha #usucha

    quarta-feira

    Nijiriguchi Porta de entrada para a Sala de Cha - Uma Licao de Humildade

    A porta de entrada (Nijiriguchi) para a Sala da Cerimonia de Cha mede 63cm x 66 cm, uma lição de humildade. Não importa se você é o Presidente da República, todos devem abaixar a cabeça e rastejar para poder entrar. Um Guerreiro deve deixar sua espada do lado de fora, um Rei deve deixar seu manto do lado de fora.


    Voce pode ver o convidado entrando pela Nijiriguchi e como se portar em uma cerimonia do cha neste video: http://www.youtube.com/watch?v=pJQFlwrzLc8&hd=1

    domingo

    Livro Vivência e Sabedoria do Chá

    (calligraphy by Kankai Onozawa, retired Abbot of Jukoin Temple at Daitokuji, Kyoto)



    De acordo com Sen Rikkyu (1522-1591):

      O Cha nao é nada mais que isto:
      Primeiro voce aquece a agua, e entao voce prepara o cha.
      Entao voce o bebe corretamente.  Isto é tudo o que voce precisa saber.

    A Cerimonia do Cha nao tem apenas o objetivo de mitigar a sede; é a síntese do mundo cotidiano da cultura japonesa, uma disciplina q ajuda a aprimorar o caráter, a treinar a mente através de atividades criativas  e, assim, a elevar a espiritualidade .

    Na Cerimonia do Cha, o anfitriao comeca a tracar o plano da reuniao de cha para receber os convidados. Escolhe o arranjo de flores, o kakemono (poema ou frase), dispoe o carvao para aquecer a agua e, na sala de cha, atraves de uma sequencia de movimentos (temae) perfeitamente aprimorados por um longo periodo de tempo, prepara a tigela de cha q acolhe os convidados q, por sua vez agradecem pela consideracao dispensada.

    Na interacao entre os convidados e o anfitriao, atraves do chado, aprendemos a importancia do relacionamento humano, incorporando os Quatro Principios: Wa, Kei, Sei, Jaku ou seja:

    - Wa - Harmonia - Manter boas relacoes entre as pessoas

    - Kei - Respeito - Respeito mutuo entre as pessoas com modestia e discricao consigo mesmo.

    - Sei - Pureza - tornar o coracao puro, eliminando as impurezas mentais.

    - Jaku - Tranquilidade - serenidade impertubavel presente em qualquer circunstancia.

    Provavelmente as pessoas disponham de pouco tempo para aprender a Cerimonia do cha. Entretanto, atraves de seu estudo é possivel ter um insight daquilo que foi perdido em meio à vida apressada do dia-a-dia, q é o sentimento de aceitacao, a consideracao para com as pessoas ao nosso redor, a sensibilidade à mudanca das estacoes do ano, a meditacao. Os meus sinceros votos para q, por meio do aprendizado ou mesmo da participacao em uma Cerimonia do Cha, todos possam encontrar esses principios em seu coracao.

    As Sete Regras de Rikkyu

    "O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.

    Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."

    O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
    Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."

    A Cerimonia do Cha

    A Cerimônia do Chá completa inicia-se com a chegada do Convidado. Ele deve observar se a água foi espargida nas pedras do caminho que levam à Cabana de Chá. Se as pedras não estiverem molhadas isto quer dizer que o Anfitrião não está pronto. Se o Anfitrião tiver molhado as pedras quer dizer que o Convidado pode entrar. Este sinal é muito bom pois não causa constrangimento a nenhuma das partes. Caso o Convidado tenha chegado cedo demais, ele pode dar uma volta e retornar mais tarde e observar novamente.

    O Convidado aprecia o caminho para a Cabana de Chá. Perto da entrada há uma bacia baixa de pedra; cada hóspede pára para lavar as mãos e a boca num ato simbólico de purificação. Os convidados continuam e entram abaixados através de uma pequena porta de 70 cm de altura. Isso porque todos devem abaixar a cabeça para entrar. Espadas e mantos reais não passam por essa pequena abertura, devendo ser deixados de fora. Apenas o ser humano adentra a Sala de Chá, sem ostentações, todos são iguais.

    Antes da chegada dos convidados, o anfitrião pendurou um Kakemono (pintura ou caligrafia sobre papel ou seda).

    Num recipiente recém preparado com cinzas, um fogo de carvão foi aceso, o incenso foi queimado, e sobre o fogo o anfitrião colocou uma chaleira com água para preparar o chá.

    Ao entrar cada convidado aprecia o kakemono, o fogo, o arranjo das cinzas, a chaleira e todos os outros utensílios que estejam expostos. A iluminação moderada e os tons suaves das paredes de barro e da madeira envelhecida criam uma atmosfera que conduz à contemplação. O anfitrião surge e começa a servir o Kaiseki, refeição ligeira.

    A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.
    O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome.

    Depois de compartilhar a refeição os convidados são servidos de um doce e do chá forte. Após isso serve-se o chá fraco.

    O Otemae, preparo do chá, consiste de 3 partes:
    - Purificacao dos utensílios
    - Preparo do chá
    - Limpeza dos utensílios.

    Deve ser realizado em silêncio, ou só falando amenidades. A mensagem é enviada pelos utensílios, kakemono, flores.

    A escolha do kimono depende da estação do ano. A manga indica o estado civil da pessoa q o usa. Mais longo, solteira, mais curto casada.


    Saiba mais:

    Livro: Vivência e Sabedoria do Chá, Autor Sen Soshitsu XV, T.A.Queiroz, Editor, Ltda.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u363399.shtml


    Livro Chado - Introducao ao Caminho do Cha

    sábado

    Saiba mais sobre seus antepassados link para saber o navio e ver documentos antigos

     O Navio Kasato Maru trouxe os primeiros imigrantes japoneses para o Brasil. Partiu de Kobe e chegou ao Porto de Santos, SP, no dia 18 de junho de 1908, dando inicio a Imigracao Japonesa.


    Para saber o nome do navio e a data de chegada de algum imigrante japones voce pode digitar o link:


    http://www.museubunkyo.org.br/ashiato/web2/imigrantes.asp

    Este link foi disponibilizado pelo Museu Historico da Imigracao Japonesa.

    Para saber mais sobre algum parente que entrou no Brasil entre 1902 e 1980, pode encontrar nesse link o cartão de imigração deles


     https://familysearch.org/search/collection/2140223

    Visite o Museu da Imigracao Japonesa


    O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, é o maior museu sobre a imigração japonesa no Brasil.

    Possui um acervo de mais de 97.000 itens pertencentes aos imigrantes japoneses, tais como documentos diversos, fotos, jornais, microfilmes, livros, revistas, filmes, vídeos, discos LP, quadros de pinturas, utensílios domésticos e de trabalho, alem dos kimonos, que registram a história desses imigrantes aqui no Brasil.

    O Museu está localizado no bairro da Liberdade, dentro do prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, à Rua São Joaquim, 381, ocupando o 7°, 8° e o 9° andares.

    O site do museu é http://www.museubunkyo.org.br/

    #ImigracaoJaponesa, #Tratadodeamizadebrasiljapao, #MuseudaImigracao Japonesa #museubunkyo

    Porque praticar a Cerimonia do Cha - Kyoto Journal

    Tea Ceremony as the Mythological Journey of the Hero

    FROM KJ 1, BY DANIEL R. KANE
    “Why do you study Tea?” This is a question I ask myself as often as I am asked. The usual answers perhaps are enough: “It is an aesthetic exercise; a Zen discipline; a unique means of social interaction.” Yet, I have wondered if there might be some other attraction to Tea; something not so apparent; something which, in particular, captivates the imagination of the non-Japanese participant. What I present here are a few personal observations and speculations concerning a possible connection between Mythology and Tea Ceremony.