Mostrando postagens com marcador Caminho do Cha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caminho do Cha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira

Konarai - os primeiros 16 otemaes

Os primeiros 16 otemaes que devemos aprender (procedimentos básicos) incluem:


1 Kinindate (貴人点): Cerimônia do chá para o Nobre
2 Kinin Kiyotsugu (貴人清次): Cerimônia do chá para o Nobre e seu acompanhante(s).
3 Chaire Kazari (茶入飾り): Cerimônia do chá usando um chaire especial (pote de chá).
4 Chawan Kazari (茶碗飾り): Cerimônia do chá usando um chawan especial (xícara de chá).
5 Chashaku Kazari (茶杓飾り): Cerimônia do chá usando um chashaku especial chashaku (colher de bambu).
6 Chasen Kazari (茶筅飾り): Cerimônia do chá usando um chasen especial (batedor de bambu).
7 Nagao Chaire (長緒茶入): Cerimônia do chá koicha usando o chaire Nagao (pote de chá com corda longa)
8 Kasane-jawan (重ね茶碗): Cerimônia do chá para 5 pessoas usando 2 chawans
9 Tsutsumi-Bukusa (包帛紗): Cerimônia do chá Koicha usando Natsume embrulhado em fukusa (pano de seda).
10 Tsubo Kazari (壺飾り): Abertura do Tsubo (jarro de chá).
11 Sumi Shomou (炭所望): O convidado coloca o carvão.
12 Hana Shomou (花所望): O convidado arranja as flores.
13 Irekodate (入子点): Cerimônia do Chá feito por Crianças ou idosos
14 Bon Kougou (盆香合): Cerimônia do Chá do Incenso kougou (pote de incenso) on a tray.
15 Jiku Kazari (軸飾り): Cerimônia do Chá do Kakejiku
16 Otsu-Bukuro (大津袋): Cerimônia do chá Koicha em Natsume usando um Otsu-bukuro (pano de tecido).
Estas Cerimônias do Chá geralmente têm como foco demonstrar grande respeito por utensílios especiais ou lidar com situações especiais entre convidados e anfitriões.

sábado

Aulas Cerimonia do Cha, Urasenke do Brasil

Aulas Cerimônia do Chá


Informações sobre aulas de Cerimônia do chá
- É necessário agendar as aulas pelo email  iumity@terra.com.br
- As aulas são individuais e tem duração de 1 hora e o curso pode ser iniciado a qualquer época do ano.
- A duração do curso é infinita, pois o curso não tem fim, estamos sempre aprendendo. Não há um número limite de aulas.

- Não é necessário nenhum conhecimento prévio.
- Traje: Homens Calças Compridas, camisetas com mangas, lenço e um par de meias brancas
Mulheres Saias abaixo dos joelhos, blusas com mangas e sem decotes, lenço e um par de meias brancas.

O que é Cerimonia do Cha?

A Cerimonia do Cha é uma arte japonesa de preparar o cha. Envolve varias artes como a arquitetura, a culinaria, a vestimenta, o ikebana (arranjo de flores),  o shodo (caligrafia), a ceramica.

Todas as Cerimonias do Cha da mais simples à mais complicada envolvem a purificacao dos objetos, o preparo do cha e a limpeza dos utensilios. As primeiras aulas sao um pouco cansativas porque é preciso aprender os movimentos.

"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.

Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."

O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."

- Recomendamos a compra do livro texto: Chado Introdução ao Caminho da Cerimonia do Cha, traducao do livro Gakko Chado, Shokyu hen ou Escola de Chado, Nivel Basico. 


- Ferias de verão 1 dezembro a 20 de janeiro de cada ano a escola entra em recesso.

- Ferias de inverno 1 a 31 julho de cada ano a escola entra em recesso.
- Local: Liberdade (o endereço é informado quando a aula for agendada)
- Curta nossa pagina no Facebook Cerimonia do Cha https://www.facebook.com/CerimoniaCha

- Horários:
Dia

HorárioLocal
Terçamanhã10:00 – 12:00Sala de Chá Hakuei-an
tarde14:00 – 16:00 〃
noite18:00 – 20:00 〃
Quartatarde14:00 – 16:00Escola Oshiman (restrito a alunos do Oshiman)
Sextamanhã10:00 – 12:00Sala de Chá Hakuei-an
tarde14:00 – 16:00 〃
Sábadomanhã10:00 – 12:00Centro de Estudos Japoneses da USP (restrito a alunos da USP)
Domingomanhã10:00 – 12:00Sala de Chá Hakuei-an
*duas sessões por mês

Aprecie uma Cerimonia do Chá: Assista o video: Cerimonia do Cha

https://www.youtube.com/watch?v=FGvwRO3zlpg


email: iumity@terra.com.br
Tel:(11) 5571-3117
http://cerimoniacha.blogspot.com/
Curta nossa pagina no Facebook Cerimonia do Cha https://www.facebook.com/CerimoniaCha
#Cerimoniadocha #Aulascerimoniadocha #Chado #Urasenke 

quinta-feira

Livros Sobre a Cerimônia do Chá

Quem se interessa sobre o que é a Cerimônia do Chá pode participar na Sociedade de Cultura Japonesa ou na USP, mas temos também Livros à disposição:



Vivência e Sabedoria do Chá



Autor: Grão Mestre Soshitsu Sen XV.
Escrito pelo Grao Mestre, fala sobre os 4 principios da Cerimonia do Cha, as 7 regras de Rikkyu e conceitos da Cerimonia do Cha com estorias ilustrativas. 
Páginas: 100


Tel: (11) 5571-3117
Capa mole
Medidas: 15cm x 21 cm
Ano






Sumário

Dominando o caminho
Anfitrião e Convidado
O preparo do ambiente
A necessidade de uma disciplina
O sabor do chá e do Zen
Furyu
Wabi
Inadequação
O espírito de discrição
Aos que aspiram seguir o caminho do chá














Dô - A Essência da Cultura Japonesa

O Livro Do A Essencia da Cultura Japonesa aborda 7 artes da Cultura Japonesa: Chado – Cerimonia do Chá, Kado – Ikebana, Shodo – Caligrafia, Nô – Teatro Nô, Kodo – Fragrância, Uta no Michi – Poesia e Budo – Artes marciais. A palavra Do significa Caminho e é uma palavra composta de 2 radicais, dentre eles o kubi, que significa pescoço, ou seja, percorrer o caminho significa “arriscar o pescoço” ou dedicar a vida e seguir adiante. Lao-tsé considerava o Dô como a origem do universo. O livro define cada um das 7 caminhos ou artes com histórico e suas correntes no Brasil e no Japão.
Papel Couche
Bilíngue Japonês e Português. Ricamente ilustrado. (4 cores)
Autor: Centro de Chado Urasenke do Brasil (diversos)
 Páginas: 125
 Tel: (11) 5571-3117
Capa dura
Medidas: 22cm x 30 cm
Ano de publicacao 2004


Sorriso singelo O mundo de Shinya Nobuyuki

Poesias
Edição Trilíngue, Português, Japonês e Inglês

Capa Dura, ricamente ilustrado
Autor: Rengue Yamato. Páginas: 40

Tel: (11) 5571-3117











Singularidades da Cultura Japonesa
Livro que aborda a Simbologia como o Espírito Yamato antigo nome do Japão e as Carpas, a Assimetria como os Jardins Japoneses, Simplicidade como a tendência a minimização e a Impermanência como a Cortesia, exclusivas da Cultura Japonesa.
Diversos Autores
Edição Bilíngue, Português e Japonês
Capa Dura, ricamente ilustrado
100 páginas
Medidas: 28cm x 40 cm


Autor: Centro de Chado Urasenke do Brasil (diversos)

Ano de publicacao 2008







Chado Introducao ao Caminho da Cerimonia do Cha
Livro Texto - Gakko Chado - Nivel Básico Dividido em 6 capítulos: O Espírito do Chado, O Cha, Origem da Formação do Chado, Conhecimentos Básicos e a Etiqueta.
100 páginas 4 cores
Capa mole
Medidas: 15cm x 21 cm

Autor: Centro de Chado Urasenke do Brasil (diversos)

Ano de publicacao 2003
Tel: (11) 5571-3117




Hana - A Flor na cultura japonesa
Papel Couche
Português. Ricamente ilustrado. (4 cores)
Autor: Centro de Chado Urasenke do Brasil (diversos)
 Páginas: 125
 Tel: (11) 5571-3117
Capa dura
Medidas: 22cm x 30 cm

#Cerimoniadocha #Chado #ikebana #Caminhodocha #Livrocerimoniadocha


quarta-feira

Livro Vivência e Sabedoria do Chá





A Cerimônia do Chá basicamente consiste no ato de compartilhar uma tigela de chá, seguindo quatro princípios básicos: Wa (Harmonia) , Kei (Respeito), Sei (Pureza) e Jaku (Tranqüilidade), desenvolvido por Sen Rikyu (1522-1591).

A Harmonia é o resultado da interação do anfitrião e do convidado, da comida servida e dos utensílios usados com os ritmos da natureza, livre de pretensões, percorrendo o caminho da moderação e humildade.

O Respeito é a sinceridade do coração que nos libera para um relacionamento aberto com o nosso ambiente imediato com o ser humano e a natureza, reconhecendo a dignidade inata de cada um.

A Pureza capacita o indivíduo a perceber a essência pura e sagrada das coisas do homem e da natureza.

A Tranqüilidade é adquirida com a prática constante dos três primeiros princípios.

Sumário do Livro Vivência e Sabedoria do Chá


Dominando o caminho

"O que, precisamente, são as mais importantes coisas que precisam ser entendidas numa cerimônia de chá?" Esta pergunta foi feita a Sen Rikyu por um discípulo.

Sua resposta: "Prepare uma deliciosa tigela de chá; disponha o carvão de modo a aquecer a água; arranje as flores tal como elas estão no campo; no verão surgira frescor, no inverno calor; prepare tudo com antecedência; prepare-se para uma eventual chuva; e dê àqueles com quem se encontrar toda consideração."

O discípulo, um tanto desapontado com essa resposta, onde não encontrou nada de importância tão grande que pudesse supor ser um segredo da prática do chá, disse: "Isso tudo eu já sabia..."
Rikyu respondeu: "Então, se você pode conduzir uma cerimônia do chá sem desviar-se de nenhuma das regras que eu acabei de expor, eu me tornarei seu discípulo."


Anfitrião e Convidado

A Cerimônia do Chá completa inicia-se com a chegada do Convidado. Ele deve observar se a água foi espargida nas pedras do caminho que levam à Cabana de Chá. Se as pedras não estiverem molhadas isto quer dizer que o Anfitrião não está pronto. Se o Anfitrião tiver molhado as pedras quer dizer que o Convidado pode entrar. Este sinal é muito bom pois não causa constrangimento a nenhuma das partes. Caso o Convidado tenha chegado cedo demais, ele pode dar uma volta e retornar mais tarde e observar novamente.

O Convidado aprecia o caminho para a Cabana de Chá. Perto da entrada há uma bacia baixa de pedra; cada hóspede pára para lavar as mãos e a boca num ato simbólico de purificação. Os convidados continuam e entram abaixados através de uma pequena porta de 70 cm de altura. Isso porque todos devem abaixar a cabeça para entrar. Espadas e mantos reais não passam por essa pequena abertura, devendo ser deixados de fora. Apenas o ser humano adentra a Sala de Chá, sem ostentações, todos são iguais.

Antes da chegada dos convidados, o anfitrião pendurou um Kakemono (pintura ou caligrafia sobre papel ou seda).

Num recipiente recém preparado com cinzas, um fogo de carvão foi aceso, o incenso foi queimado, e sobre o fogo o anfitrião colocou uma chaleira com água para preparar o chá.

Ao entrar cada convidado aprecia o kakemono, o fogo, o arranjo das cinzas, a chaleira e todos os outros utensílios que estejam expostos. A iluminação moderada e os tons suaves das paredes de barro e da madeira envelhecida criam uma atmosfera que conduz à contemplação. O anfitrião surge e começa a servir o Kaiseki, refeição ligeira.

A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.
O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome.

Depois de compartilhar a refeição os convidados são servidos de um doce e do chá forte. Após isso serve-se o chá fraco.

O Otemae, preparo do chá, consiste de 3 partes:
- Purificacao dos utensílios
- Preparo do chá
- Limpeza dos utensílios.

Deve ser realizado em silêncio, ou só falando amenidades. A mensagem é enviada pelos utensílios, kakemono, flores.

A escolha do kimono depende da estação do ano. A manga indica o estado civil da pessoa q o usa. Mais longo, solteira, mais curto casada.

O preparo do ambiente



De acordo com Sen Rikkyu (1522-1591):

  O Cha nao é nada mais que isto:
  Primeiro voce aquece a agua, e entao voce prepara o cha.
  Entao voce o bebe corretamente.
  Isto é tudo o que voce precisa saber.



A necessidade de uma disciplina

Devemos nos concentrar de forma a não perder a mente original e inocente

Há um homem tão pobre que come madeira e veste-se com roupas feitas de folhas. Mas seu coração é claro como a lua, sua mente é calma e nada o perturba. Se alguém lhe pergunta "Onde você vive?" Ele responde "Nas verdes montanhas, junto à água pura;"

O sabor do chá e do Zen

Furyu =Fu (vento) ryu (fluir)

Velho lago
uma rã salta
o som da água

Wabi

Ao olhar em volta,
nem flores nem coloridas folhas
perto da cabana de sapé
que se ergue solitária à beira da praia.
Crepúsculo de outono

Àqueles que anseiam
pelas flores da primavera
mostre a relva nova
que rompe entre as colinas nevadas

Inadequação

O espírito de discrição

Aos que aspiram seguir o caminho do chá



Saiba mais:



Livro: Vivência e Sabedoria do Chá, Autor Sen Soshitsu XV, T.A.Queiroz, Editor, Ltda.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u363399.shtml

#Cerimoniadocha #Chado #Caminhodocha #Livrocerimoniadocha

sexta-feira

Escolas de Cerimonia de Cha - Urasenke, Omotesenke e Mushakojisenke

Neste Valentine´s Day, aprecie 2 escolas diferentes de Cha praticando juntas um Dueto de Cerimonia do Chá.

Ueda Soko School and Urasenke School

Mas existem diversas escolas de Cerimonia do Cha. Após Toyotami Hideyoshi ordernar Sen no Rikkyu a cometar suicídio, sua familia caiu em desgraca e teve que se esconder e seu filho direto nao teve filhos. Mais tarde, sua filha teve um filho Sen Sotan, que continuou o desenvolvimento da arte da cerimonia do Cha. Ele herdou o terreno e dividiu-o entre seus filhos que fundaram as Tres-Senke: Omotesenke, Urasenke e Mushanokojisenke. A que mais se divulgou pelo mundo foi a Urasenke.

San-Senke

There are three historical households (家) directly descended from the 16th-century tea master Sen no Rikyū which are dedicated to transmitting the Way of Tea that was developed by their mutual family founder, Sen no Rikyū. They are known collectively as the san-Senke (三千家), or "three Sen houses/families." These are the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Another line, which was located in Sakai and therefore called the Sakaisenke (堺千家), was the original Senke (Sen house). Rikyū's natural son, Sen Dōan, took over as head of the Sakaisenke after his father's death, but the Sakaisenke soon disappeared because Dōan had no offspring or successor. The school named Edosenke (江戸千家; lit., Edo Sen house/family) is not descended by blood from the Sen family; its founder, Kawakami Fuhaku (1716–1807), became a tea master under the 7th generation head of the Omotesenke line, and eventually set up a tea house in Edo (Tokyo), where he devoted himself to developing the Omotesenke style of the Way of Tea in Edo.
The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.

Other schools

The three lines of the Sen family which count their founder as Sen no Rikyū are simply known as the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Schools that developed as branches or sub-schools of the san-Senke, or separately from them, are known as "~ryū" (from ryūha), which may be translated as "school" or "style." New schools often formed when factions split an existing school after several generations. There are many of these schools, most of them quite small.

san-Senke

There are three historical households (家) directly descended from the 16th-century tea master Sen no Rikyū which are dedicated to transmitting the Way of Tea that was developed by their mutual family founder, Sen no Rikyū. They are known collectively as the san-Senke (三千家), or "three Sen houses/families." These are the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Another line, which was located in Sakai and therefore called the Sakaisenke (堺千家), was the original Senke (Sen house). Rikyū's natural son, Sen Dōan, took over as head of the Sakaisenke after his father's death, but the Sakaisenke soon disappeared because Dōan had no offspring or successor. The school named Edosenke (江戸千家; lit., Edo Sen house/family) is not descended by blood from the Sen family; its founder, Kawakami Fuhaku (1716–1807), became a tea master under the 7th generation head of the Omotesenke line, and eventually set up a tea house in Edo (Tokyo), where he devoted himself to developing the Omotesenke style of the Way of Tea in Edo.
The san-Senke arose from the fact that three of the four sons of Genpaku Sōtan (Sen no Rikyū's grandson) inherited or built a tea house, and assumed the duty of passing forward the tea ideals and tea methodology of their great-grandfather, Sen no Rikyū. Kōshin Sōsa inherited Fushin-an (不審菴) and became the head (iemoto) of the Omotesenke line; Sensō Sōshitsu inherited Konnichi-an (今日庵) and became iemoto of the Urasenke line; and Ichiō Sōshu built Kankyū-an (官休庵) and became iemoto of the Mushakōjisenke line. The names of these three family lines came about from the locations of their estates, as symbolized by their tea houses: the family in the front (omote), the family in the rear (ura), and the family on Mushakōji Street.
The Way of Tea perfected by Sen no Rikyū and furthered by Sen Sōtan is known as wabi-cha. The san-Senke have historically championed this manner of tea.

Other schools

The three lines of the Sen family which count their founder as Sen no Rikyū are simply known as the Omotesenke, Urasenke, and Mushakōjisenke. Schools that developed as branches or sub-schools of the san-Senke, or separately from them, are known as "~ryū" (from ryūha), which may be translated as "school" or "style." New schools often formed when factions split an existing school after several generations. There are many of these schools, most of them quite small.

Current schools

Current schools

  • Anrakuan-ryū 安楽庵流 (founder: Anrakuan Sakuden [1554-1642])
  • Chinshin-ryū 鎮信流 (founder: Matsura Chinshin {1622-1703], who was magistrate of Hizen Hirado, present-day Hirado in Nagasaki Prefecture). The school takes after the "warrior-house style of tea" (buke-cha) that was promoted by the daimyō Katagiri Sekishū. The school is also known as the Sekishū-ryū Chinshin-ha (Chinshin branch of the Sekishū school).
  • Edosenke-ryū 江戸千家流 (founder: Kawakami Fuhaku [1716-1807])
  • Enshū-ryū 遠州流 (founder: Kobori Masakazu a.k.a. Kobori Enshū)
  • Fujibayashi-ryū 藤林流 (a.k.a. Sekishū-ryū Sōgen-ha; see Sekishū-ryū below)
  • Fuhaku-ryū 不白流 (founder: Kawakami Fuhaku). This school, also called the Omotesenke Fuhaku-ryū, evolved after the death of Kawakami Fuhaku, when this faction split from the Edosenke school that he had founded.[1]
  • Hayami-ryū 速水流 (founder: Hayami Sōtatsu [1727-1809], who learned tea under the 8th Urasenke iemoto, Yūgensai, and was allowed by him to found a school of his own in Okayama)[2]
  • Higo-koryū 肥後古流[3] (The word Higo refers to present-day Kumamoto Prefecture; koryū literally means "old school"). This is one of the schools of tea traditionally followed by members of the old Higo domain, and is considered to be faithful to Sen Rikyū's tea style; that is, it is tea of the "old school." The school has been led by three families, and therefore is divided into the following three branches:
    • Furuichi-ryū 古市流
    • Kobori-ryū 小堀流
    • Kayano-ryū 萱野流
  • Hisada-ryū 久田流
  • Hosokawasansai-ryū 細川三斎流
  • Horinouchi-ryū 堀内流
  • Kobori Enshū-ryū 小堀遠州流 (founder: Kobori Masakazu [Kobori Enshū] (1579-1647)) and passed down through Enshū's brother Kobori Masayuki (1583-1615). Grand Master XVI, Kobori Soen currently runs the school.)[4]
  • Kogetsuenshū-ryū 壺月遠州流
  • Matsuo-ryū 松尾流 (founder: Matsuo Sōji [1677-1752], great grandson of a close disciple of Sen Sōtan who had the same name, Matsuo Sōji). The founder of the Matsuo school hailed from Kyoto and learned tea under the 6th Omotesenke iemoto, Kakukakusai. He later settled in Nagoya, where the Matsuo school is centered. A number of the successive Matsuo-ryū iemoto in history have apprenticed under the 'reigning' Omotesenke iemoto.[5]
  • Mitani-ryū 三谷流
  • Miyabi-ryū 雅流 
  • Nara-ryū 奈良流
  • Oie-ryū 御家流 (founder: the feudal lord Andō Nobutomo [1671-1732]). The school traces its roots to Sen Rikyū, and from Rikyū as follows: Hosokawa Sansai, Ichio Iori, Yonekitsu Michikata (1646-1729), and then Andō Nobutomo. In the Edo period, the Tokugawa shōgun allowed the Andō family the right to conduct official celebratory ceremonies, and the family was known as etiquette authorities.[6]
  • Oribe-ryū 織部流 (founder: Furuta Shigenari [a.k.a. Furuta Oribe]). According to the Japanese tea historian Tsutsui Hiroichi, after the death of Sen no Rikyū, his chadō follower Furuta Oribe succeeded him as the most influential tea master in the land. Oribe was chadō officer for the second Tokugawa shogun, Tokugawa Hidetada, and had a number of notable chadō disciples, foremost of whom was Kobori Enshū. For political reasons, Oribe was ordered to commit seppuku (ritual suicide), and consequently his family did not become an official tea-teaching family. Through the succeeding generations, the family head held the position of karō (intendant) to the daimyō headquartered at Oka Castle in present-day Oita Prefecture, Kyūshū. With the Meiji Restoration in the late 19th century, and the family's consequent loss of its hereditary position, the 14th-generation family head, Furuta Sōkan, went to the new capital, Tokyo, to attempt to reestablish the Oribe school of tea. Today, Kyūshū and especially Oita have the highest concentration of followers of this school.[7]
  • Rikyū-ryū 利休流
  • Sakai-ryū 堺流
  • Sekishū-ryū 石州流 The school developed by the daimyō Katagiri Sadamasa (a.k.a. Katagiri Sekishū) (1605–73), nephew of Katagiri Katsumoto and second-generation lord of the Koizumi Domain. Sekishū was chanoyu teacher to the fourth Tokugawa shōgun, Tokugawa Ietsuna, and his chanoyu style therefore became popular among the feudal ruling class of Japan at the time. The Sekishū-ryū school of chanoyu was passed forward by his direct descendants, and also through his talented chanoyu followers who became known as the founders of branches (派, "-ha") of the Sekishū school.[8]
    • Sekishū-ryū Chinshin-ha 石州流鎮信派 (see Chinshin-ryū above)
    • Sekishū-ryū Fumai-ha 石州流不昧派 (founder: the daimyō Matsudaira Harusato, a.k.a. Matsudaira Fumai [1751-1818]).[9]
    • Sekishū-ryū Ikei-ha 石州流怡渓派 (founder: the Rinzai Zen sect priest Ikei Sōetsu [1644-1714], founder of the Kōgen'in sub-temple at Tōkaiji temple in Tokyo). He studied chanoyu under Katagiri Sekishū. His chanoyu pupil, Isa Kōtaku (1684–1745), whose family was in charge of the Tokugawa government's tea houses, founded the Sekishū-ryū Isa-ha 石州流伊佐派. Furthermore, the Ikei-ha chanoyu style that spread among people in Tokyo was referred to as Edo Ikei, and that which spread among people in the Echigo (present-day Niigata Prefecture) region was referred to as Echigo Ikei.[10]
    • Sekishū-ryū Ōguchi-ha 石州流大口派
    • Sekishū-ryū Shimizu-ha 石州流清水派
    • Sekishū-ryū Sōgen-ha 石州流宗源派 (founder: Fujibayashi Sōgen 藤林宗源 [1606-95], chief retainer of the daimyō Katagiri Sekishū).[11]
    • Sekishū-ryū Nomura-ha 石州流野村派
  • Sōhen-ryū 宗偏流 (founder: Yamada Sōhen [1627-1708], one of the four close disciples of Sen Sōtan)
  • Sōwa-ryū 宗和流 (founder: Kanamori Sōwa [a.k.a. Kanamori Shigechika, 1584-1656])
  • Uedasōko-ryū 上田宗箇流
  • Undenshindō-ryū 雲傳心道流 (founder: Niinuma Chinkei, who was a follower of Yamaoka Tesshū [1836-88])
  • Uraku-ryū 有楽流 (founder: Oda Nagamasu [Urakusai])
  • Yabunouchi-ryū 薮内流 (founder: Yabunouchi Kenchū Jōchi [1536-1627], who, like Sen Rikyū, learned chanoyu from Takeno Jōō)
  • Yōken-ryū 庸軒流 (founder: Fujimura Yōken [1613-99], one of the four close disciples of Sen Sōtan)
[12]

References




  • Genshoku Chadō Daijiten, entry for Edosenke.

  • Genshoku Chadō Daijiten Japanese chadō encyclopedia, entries for Hayami-ryū and Hayami Sōtatsu.

  • Japanese Wikipedia article on Higo-koryū.

  • "What is Kobori Enshu School of Tea?"

  • Genshoku Chadō Daijiten, entries for 'Matsuo-ryū and Matsuo Sōji.

  • Andō-ke (Andō Family) Oie-ryū official website (Japanese)

  • Yahoo Japan Encyclopedia entry for Oribe-ryū (Japanese)

  • Genshoku Chadō Daijiten, entry Sekishū-ryū.

  • Kojien Japanese dictionary, entry for "Matsudaira Harusato."

  • Genshoku Chadō Daijiten, entry Sekishū-ryū, Ikei Sōetsu, and Isa Kōtaku.

  • Genshoku Chadō Daijiten Japanese chadō encyclopedia, entry for Fujibayashi-ryū.


  • External links

    quinta-feira

    Assista a Cerimonias de Cha pelo youtube


     Cerimonias do Cha ou Otemaes

    1.  Bonryaku Temae otemae com bandeja

    Desenvolvido pelo 13o  iemoto, Ennosai, este temae, tambem chamado Ryakubon, emprega os movimentos aprendidos no warigeiko para preparar o cha fraco (usucha). A bandeja "caminho da montanha" eh utilizada para carregar os utensilios e preparar o cha.


    1. Bonryaku Temae tray/abbreviated/procedure for preparing tea before a guest

    Devised by the 13th iemoto, Ennosai, this temae, also called Ryakubon, employs the kata learned in warigeiko to prepare thin tea (usucha). The "mountain path" (yamamichi) tray is used to hold utensils and prepare tea.

    2. Usucha Hirademae procedimento inicial para cha fraco
    Este procedimento prepara tigelas de cha individuais usando o natsume, o mizusashi, a chaleira (kama), a concha (hishaku), and o apoio da concha (futaoki), entre outros. 

    Este temae eh realizado ou carregando todos os utensilios sendo o hakobi temae ou com os utensilios em uma estante, o tana temae.

    2. Usucha Hirademae thin tea/basic/tea procedure
    The procedure of preparing individual whisked bowls of powdered thin tea using a cold-water jar (mizusashi), a kettle (kama), a ladle (hishaku), and a lid rest (futaoki), in addition to the basic utensils. 

    This temae is performed either by carrying in all the utensils, referred to as a hakobi temae, or by placing some of the utensils on a shelf, a tana temae.

    Hakobi temae
    https://www.youtube.com/watch?v=tjMaGjNOF3k&list=PLqoS8zi8xVhkEXl4UEl91-RakqfLy6FIH

    3. Koicha Hirademae cha forte

    Este procedimento para preparar uma tigela de cha forte que eh compartilhada entre os convidados de eh o ponto alto de uma cerimonia de cha completa (chaji). O cha eh preparado adicionando mais ou menos agua e tem uma consistencia aveludada. Pode ser preparado como hakobi ou tana temae

    3. Koicha Hirademae thick tea/basic/tea procedure
    The procedure for preparing a bowl of thick tea, which is shared among the guests and is the highlight of a full-length tea gathering (chaji). The tea is prepared by adding less water and kneading rather than whisking it into a smooth, velvety consistency. It is performed as a hakobi or tana temae.

    Hakobi temae

    https://www.youtube.com/playlist?list=PLqoS8zi8xVhkF8qRcUXUNf02AVPfsfjNI


    4. Shozumi Hirademae first/charcoal/procedure


    Procedimento de arranjar o carvao no furo


    The procedure of arranging unlit charcoal pieces around pilot pieces (shitabi) during the first half of a full-length tea gathering (chaji). This procedure is practiced as a hakobi or tana temae.


    https://www.youtube.com/playlist?list=PLqoS8zi8xVhl-YnkRkLkBWOdAzLOjOxLX

    5. Koicha com Tana

















    6. Kagetsu

    Otemae em grupo

    https://www.youtube.com/watch?v=uyaX132M1C0&index=7&list=PL172F0D394AAE2C33

    #Cerimoniadocha #Caminhodocha #chado #otemae

    segunda-feira

    Cerimonia do Cha Completa


    cerimônia do chá

    A cerimônia do chá, conhecida como "chanoyu" em Japonês, é um passatempo estético peculiar ao Japão que se caracteriza por servir e beber o "matcha", um chá verde pulverizado.


     

     

     

    Uma Cerimonia do Cha tipica

    Há muitas maneiras de realizar uma cerimônia de chá de acordo com a escola que o anfitrião pertence. Elas também variam de conformidade com a ocasião e a estação. Nos elementos essenciais, todavia, há uma semelhança básica.
     
    1. Material e utensílios exigidos

    casa de chá1) A "sukiya" ou a casa de chá
    É costume muito antigo ter uma pequena casa, denominada "sukiya", especialmente construída para "chanoyu". Ela consiste de uma sala de chá (cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsuki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva à entrada da casa de chá. A casa, geralmente, é localizada numa seção arborizada especialmente criada para esse fim no jardim propriamente dito.









     
     utensílios
    2) Utensílios
    Os principais utensílios são a "cha-wan"(tigela de chá), o "cha-ire"(recipiente do cha), a "cha-sen"(vassourinha de chá feito de bambu) e o "cha-shaku"(concha de chá feita de bambu). Via de regra, esses utensílios são valiosos objetos de arte.

    3) Trajes e acessórios.
    Roupas de cores discretas são preferidas. Em ocasiões estritamente formais, os homens vestem quimono de seda, de cor firme, com três ou cinco brasões de família nele estampados e "tabi", brancas ou meias tradicionais japonesas. As mulheres trajam conservador quimono blasonado e também "tabi", nessas ocasiões. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobrável e uma almofada de "kaishi" (pequenos guardanapos de papel).

    2. A cerimônia propriamente dita.
    A cerimônia do chá regular consiste 1) da primeira sessão na qual uma refeição ligeira, denominada "kaiseki", é servida, 2) da "nakadachi"ou breve pausa, 3) da "gozairi", a parte principal da cerimônia, onde o "kaicha" ou chá de textura espessa, é servido e 4) da ingestão do "usucha" ou chá de textura fina. Toda a cerimônia consome cerca de quatro horas. Freqüentemente, apenas o "usucha" é servido, o que requer cerca de uma hora.

    1) A primeira sessão
    Os convidados, cinco ao todo, reúnem-se na sala de espera. O anfitrião comparece e os conduz pelo caminho ajardinado até a sala de chá. Num determinado lugar do caminho há uma bacia de pedra cheia de água fresca. Ali elas lavam as mãos e a boca. A entrada para a sala é muito pequena o que obriga os convidados a rastejar para atravessa-la numa demonstração de humildade. Ao entrar na sala, que é provida de fogareiro fixo ou portátil para a chaleira, cada convidado ajoelha-se à frente do "tokonoma" ou nicho e faz uma reverência respeitosa. Em seguida, com o leque dobrável diante de si, ele admira o rolo suspenso na parede do "tokonoma". A seguir, olha do mesmo modo o fogareiro. Quando todos os convidados concluírem a contemplação desses objetos, eles tomam seus assentos, com o principal no lugar mais próximo do anfitrião. Depois que o anfitrião e os convidados trocarem cumprimentos, a "kaiseki" é servida, com os doces terminando a leve refeição.

    A palavra Kaiseki é composta por 2 ideogramas Kai = Pedra e Seki = Quente. Quando os monges estavam meditando não havia tempo para preparar comida, então eles pegavam uma pedra da fogueira e colocavam sob a roupa no estômago para aquecê-lo.

    O Kaiseki vem do nome dado a uma pedra aquecida que os monges Zen usavam para aliviar o estômago das dores causadas pela fome ou pelo frio. Desde então passou a significar uma pequena refeição, suficiente apenas para satisfazer a fome. 


    2) "Nakadachi"
    Por sugestão do anfitrião, os convidados retiram-se para o banco de espera existente no jardim interno próximo à sala.

    3) "Goza-iri"
    Um gongo de metal próximo à sala é tocado pelo anfitrião para assinalar o início da cerimônia principal. È costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados erguem-se e ouvem atentamente o som. Depois de repetir o Rito de purificação na bacia, eles entram novamente na sala. Os biombos de junco suspensos do lado de fora das janelas são retirados por um assistente a fim de tornar mais claro o ambiente. O rolo suspenso desaparece e, no "tokonoma", há um vaso com flores. O receptáculo para água fresca e o recipiente de cerâmica para o chá estão em posição antes que o anfitrião entre trazendo a tigela de chá com a vassourinha e a concha de chá dentro dela. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente como fizeram no início da primeira sessão. O anfitrião retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o receptáculo para água servida, a cocha e o descanso para da tampa da chaleira ou cocha. Em seguida, o anfitrião limpa o recipiente de chá e a concha com pano especial denominado "fukusa", fazendo o mesmo com a vassourinha na tigela de chá contendo água quente tirada da chaleira. O anfitrião esvazia a tigela, despejando a água no receptáculo de água servida e limpa a tigela com um "chakin" ou pedaço de tecido de linho.
    O anfitrião ergue a cocha de chá e o recipiente e põe "matcha" (três conchas para cada convidado) na tigela e tira uma concha cheia de água quente da chaleira, pondo cerca de um terço dela na tigela e devolvendo o que sobrou à chaleira. A seguir, ele bate a mistura com a vassourinha até que se transforme em algo que lembre uma muito grossa sopa de ervilha verde tanto na consistência como na cor. O chá feito é denominado "koicha". O "matcha" usado aqui é feito de folhas tenras de plantas de chá com idade de 20 a 70 anos ou mais. O anfitrião coloca a tigela no seu lugar apropriado, junto ao fogareiro, e o convidado principal desloca-se de joelhos, para pegar a tigela. O convidado faz uma reverência com a cabeça, para os outros convidado e põem a tigela na palma de sua mão esquerda, sustentando um dos lados dela com a direita. Depois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois goles. Limpa a beirada da tigela onde bebeu com o "kaishi" de papel e passa a tigela para o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o convidado principal. A tigela é então passada para o terceiro convidado, e, seguida, para o quarto, até que todos os cinco tenham partilhado do chá. Quando o último convidado termina, ele entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitrião.

    4) Cerimônia com "usucha"

     

    O "usucha" difere do "koicha" na circunstância de que primeiro é feito de plantas tenras com a idade de apenas 3 a 15 anos. Ele proporciona uma mistura espumosa.

    As regras seguidas nessa cerimônia são semelhantes as da "koicha", sendo, as seguintes, as principais diferenças:
    a) O chá é feito individualmente para cada convidado com duas a duas e meia conchas de "matcha". Espera-se que cada convidado beba toda a sua porção.
    b) O convidado limpa a parte da tigela que seus lábios tocaram com os dedos da mão direita e, em seguida, limpa os dedos dela com o "kaishi" de papel.

    Depois que o anfitrião retira os utensílios da sala, ele faz uma reverência silenciosa com a cabeça para os convidado, dando a entender que a cerimônia terminou. Os convidados deixam a "sukiya", despedido-se do anfitrião. 


    Fonte: http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/chanoyu1.html 
    #Cerimoniadocha #Caminhodocha #chado #koicha #usucha

    domingo

    Breve historia do Chado Urasenke

    Muitos povos desenvolveram o hábito de consumir chá, mas poucos contribuíram tanto para o desenvolvimento de aspectos culturais como no Japão. Foi no Japão que preparar e beber o matcha, a folha do chá verde em pó diluído em água quente, tornou-se a base de uma discplina espiritual e estética que impactou a civilização japonesa.

    Essa forma de preparar o chá foi levada ao Japão no século XII por monges Zen ao regressarem de viagens de estudos da China. Nos templos, matcha era utilizado como um estimulante suave para a mente durante a meditação, tinha valor medicinal e uso cerimonial simbólico. Naquele tempo, a classe nobre e os governantes o apreciavam com a função de dar sentido à exibição de objetos de arte chinesa.

    A partir desses dois usos é que se originou a ideia dos encontros de chá como meio de elevação espiritual e apreciação estética. Isso fez com que fossem criadas salas especiais para esses encontros. O surgimento desse conceito estético único, de inspiração Zen, foi importante para o desenvolvimento da apreciação da sutil e austera beleza que podem ser descobertas em coisas aparentemente simples e despretensiosas.

    No século XVI, Sen Rikyu (1522-1591), um homem com grande criatividade e liderança no cenário político e cultural do seu tempo, sintetizou a essência dessas idéias em sua austera "cabana" no estilo do chá. Sua sensibilidade artística e ideais embasados no Zen transformaram efetivamente o ato de preparar, servir e beber o chá numa disciplina completa, estabelecendo os fundamentos do Chado, o Caminho do Chá.

    Os ideais do Chado de Sen Rikyu estão expressos nestas palavras: wa, kei, sei e jaku.
    - Wa significa harmonia, que deve existir nas relações humanas, entre o homem e a natureza, na seleção dos utensílios do chá, na maneira como são utilizados e em todas as outras facetas do Chado.
    - Kei significa respeito, que é dado para todas as coisas e que provém de sentimentos sinceros de gratidão pela existência delas.
    - Sei significa pureza e implica em limpeza espiritual e material
    - Jaku significa tranquilidade, um estado espiritual de paz.

    Com base nisso, as pessoas que estudam a disciplina do Cerimonia do Cha aprendem a cuidar de cada aspecto envolvido: da ambientação, da seleção dos objetos empregados na cerimonia, da prática da etiqueta, da comida e até da água utilizada. Através do treinamento e do estudo, manifestam o desejo de refinarem e cultivarem a si mesmos enquanto seres humanos.

    Após a morte de Sen Rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e discípulos. Sen Shoan (1546-1614), genro de Sen Rikyu foi reconhecido como seu sucessor. O filho dele e neto de Rikkyu Sen Sotan (1576-1658) sucedeu seu pai e tornou-se a 3a geracao. Sotan teve quatro filhos. Os 2 mais velhos morreram ainda criancas. Quando seu filho cacula Sen Soshitsu (1622-1677) atingiu os vinte anos, Sotan retirou-se para o fundo da propriedade criando a escola Urasenke e  Sen Sosa (1619-1673) ficou com a frente da propriedade fundando a escola Omotesenke. Depois um dos filhos mais velhos Soshu (1593-1675), retornou à propriedade localizada na rua Mushanokoji para fazer a 3a das 3 escolas de tradicao chamada Mushanokojisenke. Essas escolas continuam em atividade até hoje em Kyoto.

    Sotan construiu nos fundos da propriedade a sala de 8 tatamis, a sala de 4 tatamis e meio e a sala de 1 tatami e 3/4 e sao os padroes para todas as salas de cha do mundo.

    Num tranquilo e velho bairro de Kyoto, capital cultural do japão a escola Urasenke da família Sen existe já há quatro séculos. As mais antigas salas de chá foram originalmente construídas pela terceira geração da família, Sen Sotan, neto do Rikyu. Esse complexo de salas de chá e jardins foi tombado como Patrimônio Cultural Importante pelo governo japonês em razão de sua relevância cultural na história e na arte japonesas. É onde o espiríto de Sen Rikyu permanece, é a casa da Urasenke e o coração do Chado para milhões de pessoas que estudam e praticam como ensinado pela Urasenke ao redor do mundo.
     
    Desde a época do Rikyu, seus descendentes continuaram levando esse legado para as novas gerações. Cada herdeiro também acrescentou algo, sucessivamente de tal maneira que a Cerimonia do Cha permanece viva e com sentido nos tempos atuais, oferecendo um eficiente caminho para enriquecimento cultural e autodesenvolvimento, e uma fórmula atemporal para compartilhar um bonito momento graças ao chá.


    1 Rikyū Sōeki (1522-91) 利休 宗易 Hōsensai 抛筌斎
    2 Shōan Sōjun (1546-1614) 少庵 宗淳
    3 Genpaku Sōtan (1578-1658) 元伯 宗旦 Totsutotsusai 咄々斎
    4 Sensō Sōshitsu (1622-97) 仙叟 宗室 Rōgetsuan 臘月庵
    5 Jōsō Sōshitsu (1673-1704) 常叟 宗室 Fukyūsai 不休斎
    6 Taisō Sōshitsu (1694-1726) 泰叟 宗室 Rikkansai 六閑斎
    7 Chikusō Sōshitsu (1709-33) 竺叟 宗室 Saisaisai 最々斎
    8 Ittō Sōshitsu (1719-71) 一燈 宗室 Yūgensai 又玄斎
    9 Sekiō Sōshitsu (1746-1801) 石翁 宗室 Fukensai 不見斎
    10 Hakusō Sōshitsu (1770-1826) 柏叟 宗室 Nintokusai 認得斎
    11 Seichū Sōshitsu (1810-77) 精中 宗室 Gengensai 玄々斎
    12 Jikishō Sōshitsu (1852-1917) 直叟 宗室 Yūmyōsai 又玅斎
    13  Tetchū Sōshitsu (1872-1924) 鉄中 宗室 Ennōsai 圓能斎
    14  Sekisō Sōshitsu (1893-1964) 碩叟 宗室 Tantansai (AKA: Mugensai) 淡々斎 (無限斎)
    15  Hansō Sōshitsu (Sen Genshitsu) (b. April 19, 1923) 汎叟 宗室 Hōunsai 鵬雲斎 A paz na tigela de cha
    16 (Atual) Genmoku Sōshitsu (b. June 7, 1956) 玄黙 宗室 Zabōsai 坐忘


    sexta-feira

    Como foi a minha iniciação na Cerimônia do Chá



    A casa da minha avó Soho Takeda tinha duas partes, uma ocidental e outra oriental. Sempre que eu ia lá ela me deixava  brincar com os hishaku (conchas) enchendo e esvaziando os chawans (tigelas) de água e molhava todo o meu vestido e minha avó ficava louca tentando secar minha roupa antes que minha mãe chegasse para me buscar e visse toda aquela bagunça.

    Em 1973, com 6 anos houve uma exposição no Anhembi sobre o Japão e eu me apresentei fazendo uma Cerimônia do Chá. Foi uma coincidência pois, conforme manda a tradição, deve-se começar a cerimônia do chá aos 6 anos no sexto dia do sexto mês.

    http://mueap.com.br/site/eventos-ver.php?t=1&a=73&c=67

    A 5ª Feira Industrial Japonesa aconteceu de 26 de março a 8 de abril de 1973 no Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, organizada pela JETRO - Japan External Trade Organization - órgão oficial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Japão - que gastou cerca de US$ 2 milhões na promoção da feira.

    O evento contou com 317 estandes, sendo 270 de grandes indústrias e 105 de pequenas e médias empresas, além de entidades oficiais, que ocuparam 15 mil m².

    Considerada a maior mostra industrial japonesa fora do Japão, o evento recebeu  300 mil visitantes, que também participaram do Simpósio Tecnológico e Econômico Brasil-Japão e  de seminário sobre a economia brasileira.

    Na ocasião, o governo estadual recebeu os expositores japoneses e organizou visitas a diversos locais, para que os empresários conhecessem as oportunidades de investimento no estado de São Paulo. Participaram das caravanas cerca de 300 empresários japoneses, além de 200 integrantes de missões econômicas.

    Entre os produtos expostos, computadores, modelos de petroleiros, sistemas de telefonia com imagens transmitidas por TV, aparelhos eletroeletrônicos, aparelhos óticos e científicos de precisão e diversas máquinas e equipamentos industriais, no valor de US$ 4 milhões. Vários bancos japoneses e brasileiros estavam presentes para atender os expositores e demais frequentadores.

    Além da área comercial, a feira apresentou uma seção recreativa, com estandes de esportes (judô, karatê, kendô), teatro (dança e música, folclore de Okinawa, taikô e órgão eletrônico), cinema (filmes inéditos no Brasil), cultura (cerimônia do chá, ikebana), desfile de modas e espetáculo de fogos de artifício.

    Fonte: Jornal Folha de São Paulo

    A 5ª Feira Industrial Japonesa aconteceu de 26 de março a 8 de abril de 1973 no Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, organizada pela JETRO - Japan External Trade Organization - órgão oficial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Japão - que gastou cerca de US$ 2 milhões na promoção da feira.

    O evento contou com 317 estandes, sendo 270 de grandes indústrias e 105 de p

    A partir daí passei a ter aulas da Cerimônia do Chá na casa dela ou às Sextas-feiras no Centro Chado Urasenke no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa). Gostava especialmente do Kaguetsu, onde ocorre um sorteio para decidir quem faz o chá e quem toma o chá alternando entre 5 pessoas.

    Na comemoração dos 50 anos de Cerimônia do Chá na América Latina  (1954-2004) descobri que a Primeira Cerimônia do Chá no Brasil foi feita na casa de meus avós, Sonan e Soho Takeda, pelo Sen Soshitsu, onde eu molhava os vestidos.


    Meu nome é Iumi Takeda. Sou Engenheira, tenho 49 anos e praticante da Cerimônia do Chá desde 1973.  A Cerimônia do Chá foi desenvolvida como a conhecemos hoje por Sen no Rikkyu (1522 - 1591), o fundador de nossa escola.

    A Cerimônia do Chá é o ato de compartilhar uma tigela de chá, em que participam o anfitrião e o convidado seguindo os princípois de Wa (Harmonia), Kei (Respeito), Sei (Pureza) e Jaku (Tranquilidade).

    A Cerimônia do Chá envolve o Chá, o Ikebana (arranjo de flores), a arquitetura (a casa de chá), o vestuário (kimono), a caligrafia, a culinária , a cerâmica, mas mais importante que tudo a Cortesia: seu ideal é: "Ichigo, Ichie" ou "Um momento, um encontro" - ou seja devemos aproveitar o momento presente. Importante lembrar que o Presente tem 2 significados na língua portuguesa: Momento atual e Dádiva, pois ele nao irá mais se repetir.

    Este ideal compartilha do ideal de Heráclito de Éfeso: " Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio...pois na segunda vez o rio já não é o mesmo,
    nem tão pouco o homem!"

    #Cerimoniadocha #chado #caminhodocha #sohotakeda #soiutakeda


    sábado

    Porque praticar a Cerimonia do Cha - Kyoto Journal

    Tea Ceremony as the Mythological Journey of the Hero

    FROM KJ 1, BY DANIEL R. KANE
    “Why do you study Tea?” This is a question I ask myself as often as I am asked. The usual answers perhaps are enough: “It is an aesthetic exercise; a Zen discipline; a unique means of social interaction.” Yet, I have wondered if there might be some other attraction to Tea; something not so apparent; something which, in particular, captivates the imagination of the non-Japanese participant. What I present here are a few personal observations and speculations concerning a possible connection between Mythology and Tea Ceremony.

    segunda-feira

    Historico do Pavilhao Japones


    O Pavilhão Japonês no Ibirapuera: um marco entre dois povos


    Fonte Informativo do Arquivo Historico Municipal de Sao Paulo Ano 3 no. 18 Edicao tematica sobre 100 anos de Imigracao Japonesa


    http://www.arquiamigos.org.br/info/info18/i-manu.htm



    Ao lançarmos um olhar mais atento sobre o conjunto de edifícios existentes no Parque do Ibirapuera, uma grande surpresa nos é apresentada. Nesta área, onde o modernismo das décadas de 1950 e 1960 se faz presente com toda a sua grandeza, uma obra em especial se destaca, tendo em vista a sua simpática discrepância. Trata-se do Pavilhão Japonês, edifício contemporâneo aos demais ali presentes, posto que construído na mesma época em que todo o parque estava sendo implementado.

    Além desse aspecto, o inusitado se faz presente sob outro ponto de vista, ou seja, por que apenas um Pavilhão Japonês, isolado e desacompanhado de similares como um pavilhão italiano, um espanhol ou um português, por exemplo? Em outras palavras, por que este exemplar único naquele cenário?

    De fato – e aqui abusando do direito de conjeturar –, caso o Pavilhão Japonês não tivesse sido construído há 54 anos atrás, hoje dificilmente ele o seria, ou pelo menos não no Parque do Ibirapuera. Entretanto, lá ele se encontra, majestoso, como que a desafiar o seu entorno e sendo, ele próprio, uma grande atração e um marco de referência, seja para o parque, seja para a cidade, e mesmo para toda a nação, pois estamos diante de um monumento que consolidou, em 1954, as relações afetivas entre o Brasil e o Japão.

    É certo, portanto, que foi somente numa conjuntura favorável, ou num contexto histórico único, que o projeto do Pavilhão Japonês encontrou condições propícias para sua concretização. Acompanharemos de ora em diante este processo.

    Década de 1940: uma conjuntura adversa

    As relações entre o Brasil e o Japão se desgastaram por conta da II Guerra Mundial. Em 1942, com a entrada do país no conflito, os laços entre as duas nações foram rompidos. Dentre os imigrantes provenientes do Eixo (Itália, Alemanha e Japão), os japoneses se tornaram um alvo fácil para constantes discriminações e cerceamentos. Era o chamado perigo amarelo, este repercutido em artigos pela imprensa.

    Colaborando com esta situação de animosidade estavam, também, algumas características marcantes da primeira geração de imigrantes japoneses que vieram para o Brasil, quais sejam a de cultivar seus valores e tradições em solo estrangeiro, bem como uma peculiar compleição que se traduziam, pelo menos no entender de grande parte da população, numa falta de integração na comunidade. Por certo que na raiz desse problema mais pesavam as fortes diferenças entre as duas culturas: a brasileira e a japonesa, com língua e costumes bastante distintos.

    Entretanto, com o término da guerra teve início um período de distensão, este coroado com o reatamento das relações diplomáticas a partir da assinatura do Tratado de São Francisco, no dia 28 de abril de 1952.