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sexta-feira

Como foi a minha iniciação na Cerimônia do Chá



A casa da minha avó Soho Takeda tinha duas partes, uma ocidental e outra oriental. Sempre que eu ia lá ela me deixava  brincar com os hishaku (conchas) enchendo e esvaziando os chawans (tigelas) de água e molhava todo o meu vestido e minha avó ficava louca tentando secar minha roupa antes que minha mãe chegasse para me buscar e visse toda aquela bagunça.

Em 1973, com 6 anos houve uma exposição no Anhembi sobre o Japão e eu me apresentei fazendo uma Cerimônia do Chá. Foi uma coincidência pois, conforme manda a tradição, deve-se começar a cerimônia do chá aos 6 anos no sexto dia do sexto mês.

http://mueap.com.br/site/eventos-ver.php?t=1&a=73&c=67

A 5ª Feira Industrial Japonesa aconteceu de 26 de março a 8 de abril de 1973 no Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, organizada pela JETRO - Japan External Trade Organization - órgão oficial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Japão - que gastou cerca de US$ 2 milhões na promoção da feira.

O evento contou com 317 estandes, sendo 270 de grandes indústrias e 105 de pequenas e médias empresas, além de entidades oficiais, que ocuparam 15 mil m².

Considerada a maior mostra industrial japonesa fora do Japão, o evento recebeu  300 mil visitantes, que também participaram do Simpósio Tecnológico e Econômico Brasil-Japão e  de seminário sobre a economia brasileira.

Na ocasião, o governo estadual recebeu os expositores japoneses e organizou visitas a diversos locais, para que os empresários conhecessem as oportunidades de investimento no estado de São Paulo. Participaram das caravanas cerca de 300 empresários japoneses, além de 200 integrantes de missões econômicas.

Entre os produtos expostos, computadores, modelos de petroleiros, sistemas de telefonia com imagens transmitidas por TV, aparelhos eletroeletrônicos, aparelhos óticos e científicos de precisão e diversas máquinas e equipamentos industriais, no valor de US$ 4 milhões. Vários bancos japoneses e brasileiros estavam presentes para atender os expositores e demais frequentadores.

Além da área comercial, a feira apresentou uma seção recreativa, com estandes de esportes (judô, karatê, kendô), teatro (dança e música, folclore de Okinawa, taikô e órgão eletrônico), cinema (filmes inéditos no Brasil), cultura (cerimônia do chá, ikebana), desfile de modas e espetáculo de fogos de artifício.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

A 5ª Feira Industrial Japonesa aconteceu de 26 de março a 8 de abril de 1973 no Pavilhão de Exposições do Anhembi Parque, organizada pela JETRO - Japan External Trade Organization - órgão oficial do Ministério da Indústria e Comércio Exterior do Japão - que gastou cerca de US$ 2 milhões na promoção da feira.

O evento contou com 317 estandes, sendo 270 de grandes indústrias e 105 de p

A partir daí passei a ter aulas da Cerimônia do Chá na casa dela ou às Sextas-feiras no Centro Chado Urasenke no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa). Gostava especialmente do Kaguetsu, onde ocorre um sorteio para decidir quem faz o chá e quem toma o chá alternando entre 5 pessoas.

Na comemoração dos 50 anos de Cerimônia do Chá na América Latina  (1954-2004) descobri que a Primeira Cerimônia do Chá no Brasil foi feita na casa de meus avós, Sonan e Soho Takeda, pelo Sen Soshitsu, onde eu molhava os vestidos.


Meu nome é Iumi Takeda. Sou Engenheira, tenho 49 anos e praticante da Cerimônia do Chá desde 1973.  A Cerimônia do Chá foi desenvolvida como a conhecemos hoje por Sen no Rikkyu (1522 - 1591), o fundador de nossa escola.

A Cerimônia do Chá é o ato de compartilhar uma tigela de chá, em que participam o anfitrião e o convidado seguindo os princípois de Wa (Harmonia), Kei (Respeito), Sei (Pureza) e Jaku (Tranquilidade).

A Cerimônia do Chá envolve o Chá, o Ikebana (arranjo de flores), a arquitetura (a casa de chá), o vestuário (kimono), a caligrafia, a culinária , a cerâmica, mas mais importante que tudo a Cortesia: seu ideal é: "Ichigo, Ichie" ou "Um momento, um encontro" - ou seja devemos aproveitar o momento presente. Importante lembrar que o Presente tem 2 significados na língua portuguesa: Momento atual e Dádiva, pois ele nao irá mais se repetir.

Este ideal compartilha do ideal de Heráclito de Éfeso: " Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio...pois na segunda vez o rio já não é o mesmo,
nem tão pouco o homem!"

#Cerimoniadocha #chado #caminhodocha #sohotakeda #soiutakeda


terça-feira

Toshio Takeda - Sonan Takeda - Grao Mestre da Cerimonia do Cha Urasenke

Toshio Takeda nasceu em Miyajima, ilha em frente a Hiroshima no dia 21 de janeiro de 1912 e foi o primogenito de 5 filhos, 3 homens e 2 mulheres.



- Portugueses sao muito inteligentes

No Japao, ao contrario do Brasil, acredita-se que os Portugueses sao muito inteligentes, pois foram os primeiros ocidentais a chegar ao Japao em 1543. Isso fez com que Toshio Takeda se interessasse pela cultura portuguesa. Quando foi estudar na Universidade Imperial de Tokio, ele optou por Economia e Linguas Latinas, entre elas o Portugues.

Ao se formar, o Governo Japones convidou-o a fundar um banco japones no Brasil, pois haviam muitos imigrantes japoneses que nao tinham como guardar seus ganhos e a liderar um grupo de pessoas que embarcaram com ele no navio Rio de Janeiro Maru no dia 18 de fevereiro de 1936 e chegaram ao Brasil no dia 1 de abril de 1936. Quando o navio passou pela costa da Africa foi a primeira vez que ele viu uma pessoa negra.

- Feijoada?
Fonte: Fundacao Kunito Miyasaka

Ele desembarcou no Porto de Santos e entrou em 1937 fundaram a Casa Bratac (Sociedade Colonizadora do Brasil) para administrar as economias dos imigrantes e foi a semente do Banco America do Sul. Toshio Takeda relata que foi a primeira vez que ele comeu feijoada e quem achou o prato muito estranho.

- Banco com nome estranho

Ele foi ao Rio de Janeiro durante governo Getulio Vargas solicitar a carta patente do Banco ao entao Ministro da Economia, Tancredo Neves.

Para ir ao Rio de Janeiro, Toshio Takeda pegou uma das primeiras pontes aereas do mundo, a Sao Paulo - Rio e que nao havia banheiros no aviao. Quando o aviao pousou no Rio havia uma banda de musica para tocar os hinos brasileiro e japones, mas ele primeiro pediu para ir ao banheiro.


Tancredo Neves achou Bratac um nome muito estranho para um Banco e sugeriu o nome que deu origem ao Banco America do Sul em 1940.

- Aviao pegando fogo

Sua esposa Yoshie Takeda foi busca-lo no Aeroporto de Congonhas. Ela diz que quando o aviao pousou ela ficou muito agitada pois achou que o aviao estava pegando fogo pois havia muita "fumaca", foi quando alguem disse a ela que era poeira. O Aeroporto de Congonhas nao era asfaltado na epoca.
 
- Construcao do Pavilhao Japones



Durante a 2a guerra mundial, estrangeiros nao podiam ser socios cotistas de instituicoes financeiras e altos dirigentes chegaram a ser presos o que aconteceu com o Sr Toshio Takeda, mas sua influencia na comunidade nipo-brasileira continuou pois no dia 2 de setembro de 1953 foi determinada a area no parque do Ibirapuera para a construcao do Pavilhao Japones e Toshio Takeda foi nomeado Presidente da Comissao de Obra e escolheu o engenheiro Suzuki Takeshi como diretor de obras.

O pavilhao foi construido no Japao, desmontado e enviado de navio para o Brasil.

No Quarto Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954, foi construído o Pavilhão Japonês no Parque Ibirapuera, após intensa campanha da comunidade nipo-brasileira. Na ocasião, a colônia japonesa doou uma réplica, feita no Japão, do Palácio Katsura, em Quioto.



O pavilhão possui um salão nobre, uma copa para preparo da cerimônia do chá e uma salão de chá. Apresenta exposição permanente de cultura japonesa, com peças a partir do século 11. Seu entorno é enfeitado com lago com carpas e jardins. ocupa área de 7.500 metros quadradaos.

O Grão Mestre Sen Soshitsu XV veio ao Brasil em Outubro de 1954 para a comemoração do 4o. Centenário da Fundação da Cidade de São Paulo e inauguração do Pavilhão Japonês no Parque do Ibirapuera. Nesta data o Grão Mestre realizou a Primeira Cerimônia do Chá na casa do Sr Toshio e Sra Yoshie Takeda.

Toshio Takeda tornou-se Grao Mestre do Cha, passando a denominar-se Sonan Takeda e  sua esposa Yoshie Takeda tornou-se Grao Mestre do Cha, passando a denominar-se Soho Takeda trouxeram a arte da Cerimônia do Chá no Brasil em Outubro de 1954 e levaram para todo o Brasil. Esta arte perdura ate hoje.

- Dono de Cinema

Em julho de 1954, Toshio Takeda  inaugurou o Cine Tokio com 1.160 lugares na Rua São Joaquim no bairro da Liberdade, dedicado a exibir filmes japoneses. O filme inaugural foi “Águia do Pacífico”.



O bairro da Liberdade teve 4 salas de cinema – Cine Niterói (Toei), Cine Jóia (Toho), Cine Tokio (Nikkatsu) e Cine Nippon (Shochiku). Cada uma exibiu filmes das principais produtoras/estúdios de cinema japoneses. Estes estúdios produziam diversos gêneros de filmes: épicos históricos sobre o Japão no tempo dos samurais, dramas urbanos contemporâneos, musicais, animações, filmes de monstros, comédias e romances, policiais e filmes sobre gangues…


- Fundacao do Bunkyo 

Em dezembro de 1955 participou da fundação do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.

É uma felicidade saber que o legado do meu avô não foi em vão.

Ele atravessou 2 oceanos e levou 42 dias para chegar ao Brasil, mas a sua influência continua até os dias de hoje.

Sei q o sonho dele de divulgar a Cultura Japonesa no Brasil perdura e frutifica em cada pessoa que frequenta o Bunkyo, em cada praticante da Cerimônia do Chá e em cada visitante do Pavilhão Japonês.



Toshio Takeda faleceu em Sao Paulo no dia 04 de marco de 1997 com 85 anos, deixou esposa, 3 filhos e 6 netos e muita saudade.



Assista ao video: 

http://www.parquedoibirapuera.com/atracoes/pavilhao-japones/
PAVILHAO JAPONES - Parque do Ibirapuera
Portões 3 e 10 – Av. Pedro Álvares Cabral
Quarta-feira, sábado, domingo e feriado
das 10h às 12h e das 13h às 17h

Responsável: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social
Tel:. (11) 5081 – 7296 e 3208-1755 r 124
E-mail: pavilhao@bunkyo.org.br
Site: www.bunkyo.org.br

Toshio Takeda ou Sonan Takeda e Yoshie Takeda ou Soho Takeda trouxeram a arte da Cerimônia do Chá no Brasil em Outubro de 1954 e levaram para todo o Brasil. Esta arte perdura ate hoje.

Fontes: sites
http://www.imigracaojaponesa.com.br/
http://www.culturajaponesa.com.br
http://www.imigrantesjaponeses.com.br/
http://www.parquedoibirapuera.com/atracoes/pavilhao-japones/
http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/atrativos/pontos-turisticos/2438-pavilhao-japones

Livro Chado Urasenke Tankokai 50 anos Latinoamerica

segunda-feira

Historico do Pavilhao Japones


O Pavilhão Japonês no Ibirapuera: um marco entre dois povos


Fonte Informativo do Arquivo Historico Municipal de Sao Paulo Ano 3 no. 18 Edicao tematica sobre 100 anos de Imigracao Japonesa


http://www.arquiamigos.org.br/info/info18/i-manu.htm



Ao lançarmos um olhar mais atento sobre o conjunto de edifícios existentes no Parque do Ibirapuera, uma grande surpresa nos é apresentada. Nesta área, onde o modernismo das décadas de 1950 e 1960 se faz presente com toda a sua grandeza, uma obra em especial se destaca, tendo em vista a sua simpática discrepância. Trata-se do Pavilhão Japonês, edifício contemporâneo aos demais ali presentes, posto que construído na mesma época em que todo o parque estava sendo implementado.

Além desse aspecto, o inusitado se faz presente sob outro ponto de vista, ou seja, por que apenas um Pavilhão Japonês, isolado e desacompanhado de similares como um pavilhão italiano, um espanhol ou um português, por exemplo? Em outras palavras, por que este exemplar único naquele cenário?

De fato – e aqui abusando do direito de conjeturar –, caso o Pavilhão Japonês não tivesse sido construído há 54 anos atrás, hoje dificilmente ele o seria, ou pelo menos não no Parque do Ibirapuera. Entretanto, lá ele se encontra, majestoso, como que a desafiar o seu entorno e sendo, ele próprio, uma grande atração e um marco de referência, seja para o parque, seja para a cidade, e mesmo para toda a nação, pois estamos diante de um monumento que consolidou, em 1954, as relações afetivas entre o Brasil e o Japão.

É certo, portanto, que foi somente numa conjuntura favorável, ou num contexto histórico único, que o projeto do Pavilhão Japonês encontrou condições propícias para sua concretização. Acompanharemos de ora em diante este processo.

Década de 1940: uma conjuntura adversa

As relações entre o Brasil e o Japão se desgastaram por conta da II Guerra Mundial. Em 1942, com a entrada do país no conflito, os laços entre as duas nações foram rompidos. Dentre os imigrantes provenientes do Eixo (Itália, Alemanha e Japão), os japoneses se tornaram um alvo fácil para constantes discriminações e cerceamentos. Era o chamado perigo amarelo, este repercutido em artigos pela imprensa.

Colaborando com esta situação de animosidade estavam, também, algumas características marcantes da primeira geração de imigrantes japoneses que vieram para o Brasil, quais sejam a de cultivar seus valores e tradições em solo estrangeiro, bem como uma peculiar compleição que se traduziam, pelo menos no entender de grande parte da população, numa falta de integração na comunidade. Por certo que na raiz desse problema mais pesavam as fortes diferenças entre as duas culturas: a brasileira e a japonesa, com língua e costumes bastante distintos.

Entretanto, com o término da guerra teve início um período de distensão, este coroado com o reatamento das relações diplomáticas a partir da assinatura do Tratado de São Francisco, no dia 28 de abril de 1952.

sábado

Visite o Pavilhao Japones - Parque do Ibirapuera

Pavilhao Japones comemora 60 anos


O Pavilhao Japones foi construido por meu avô, Toshio Takeda, mais tarde Grao Mestre da Cerimonia do Cha Sonan Takeda.

Assista uma Cerimonia do Cha no SP TV no Pavilhao Japones - copie o link abaixo

http://globotv.globo.com/rede-globo/sptv-1a-edicao/v/pavilhao-japones-comemora-60-anos/3595309/

Pavilhão Japonês, símbolo da amizade entre dois países
pavilhao lago carpas
"Na plácida, imensa planura do Parque Ibirapuera, entre paredões de eucaliptos galgos e varas altas que fisgaram as carpas de papel de seda colorido e bojudas de ar, o delicado Katsura marcará a multissecular presença do Japão nas festas dos quatro séculos de São Paulo, com todo aquele conteúdo poético que se concentra na grandiosa miniatura de um Haikai".
Guilherme de Almeida, poeta e presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo


Localizado no Parque do Ibirapuera, o Pavilhão Japonês ocupa uma área de 7.500 m2 às margens do lago do parque, e é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, além de um belíssimo lago de carpas.
O Pavilhão Japonês foi construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira e doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação.
O projeto, executado pelo professor Sutemi Horiguchi (da Universidade de Tokyo), tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas. E, teve como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador, em Kyoto, construído entre 1620 e 1624, na era Edo que foi marcada pelo domínio do clã Tokugawa.
pavilhao jardim zenSua estrutura baseia-se na tradicional arquitetura japonesa no estilo Shoin, adotado nas residências das casas dos samurais e da aristocracia - mais tarde adotado por outras classes. Ela baseia-se ainda em composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (área destinada à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), bem como de outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.
O estilo Shoin atende aos anseios de contemplação estética (dos próprios ambientes, de objetos, peças de arte e da paisagem), por introspecção e pela criação de um microcosmo apartado dos trâmites mundanos. Portanto, para este tipo de arquitetura, a relação entre a paisagem e o interior dos ambientes é de vital importância. A visita das áreas externas e o paisagismo lírico dos jardins tornam-se prolongamento dos ambientes interiores.
Projetado como um monumento símbolo de amizade entre japoneses e brasileiros, o Pavilhão reúne materiais trazidos especialmente do Japão, tais como as madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros.
A construção do Pavilhão Japonês no Parque do Ibirapuera, em 1954, que foi transportado desmontado, em navio, contou com numerosos imigrantes japoneses que atuaram como voluntários para auxiliar o corpo técnico vindo do Japão. Essas atividades foram coordenadas pela Comissão Colaboradora da Colônia Japonesa Pró-IV Centenário de São Paulo.
O Pavilhão Japonês foi doado para a Prefeitura Municipal de São Paulo. Desde 1955, a Sociedade Paulista de Cultura Japonesa (atual Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), foi, graças ao convênio estabelecido com a Prefeitura da cidade de São Paulo, a entidade tem sido responsável pela administração, manutenção e promoção de eventos nesse local.

O Jardim do Pavilhão Japonês
O jardim que envolve o Pavilhão Japonês foi inspirado nos tradicionais conceitos japoneses, e reúne variadas plantas e flores típicas. Nele foram instalados vários marcos relacionados à amizade e intercâmbio entre o Brasil e o Japão.
Um deles, por exemplo, é o pinheiro japonês, plantado em 1967 pelo atual Imperador e Imperatriz do Japão. Outro é uma escultura em pedra, com a inscrição de um poema haiku, de autoria de Nempuku Sato, que imigrou ao Brasil em 1927 e, desde então, dedicou-se ao ensino e à divulgação dessa poesia.
O Lago das Carpas
pavilhao lago de carpas e jardimO lago foi construído na mesma época em que o Pavilhão e recebeu as primeiras carpas coloridas no início da década de 70, graças à iniciativa da Associação Brasileira de Nishikigoi e ao intercâmbio com criadores de várias províncias japonesas.
Com capacidade para cerca de 100 mil litros de água, o lago abriga cerca de 320 carpas.
A Sala de Chá
pavilhao chashitsuO Chashitsu, local para a prática da cerimônia do chá, está localizado no edifício central, com sua atmosfera wabi sabi, isto é, de austero refinamento envolto por quietude e pura simplicidade.
A inauguração da sala da cerimônia de chá foi realizada em 1954, com a presença do Grão-Mestre Herdeiro Sen Soko (posteriormente, XV Grão-Mestre do Urasenke) e seu irmão mais novo, o mestre Naya Yoshiharu.
O Salão de Exposição
pavilhao exposicaoO Salão de Exposição, ligado ao Pavilhão por uma passagem com vista ao jardim zen, apresenta o acervo permanente de arte japonesa constituído de peças doadas e consignadas pelo governo do Japão, entidades, empresas e personalidades diversas. É composto de peças originais e de réplicas perfeitas de "tesouros nacionais" japoneses.
Periodicamente, o local recebe exposições especiais, sempre com temas relacionados à arte e cultura japonesa.
*Texto baseado no guia bilíngue (japonês/português) - "Pavilhão Japonês - Tradição e Modernidade", publicado pela Comissão de Administração do Pavilhão Japonês.
Eventos no Pavilhão Japonês
A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, o Bunkyo, responsável pela administração e preservação do local, promove diversas atividades ao longo do ano, tais como: Festival Hina Matsuri (Dia das Meninas) e Kodomo no Hi (Dia dos Meninos), apresentações de dança e música tradicional japonesa e exposições culturais. Atualmente, o Pavilhão conta com uma nova equipe de educadores e também promove visitas monitoradas em português e japonês.
Os espaços do Pavilhão Japonês podem ser locados para realização de eventos, exposições e apresentações culturais.

Pavilhão JaponêsLocal: Parque do Ibirapuera - portão 10
(próximo ao Planetário e ao Museu Afro Brasil - mapa no final desta página)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - São Paulo - SP
(a cerca de 5 quilômetros do Metrô Santa Cruz)
Funcionamento: quarta-feira, sábado, domingo e feriados
Horário: das 10h às 12h e das 13h às 17h
Informações:
(11) 5081-7296 ou pavilhao@bunkyo.org.br
(11) 3208-1755 ou pavilhao2@bunkyo.org.br
Menores de 5 anos e idosos acima de 65 anos: entrada gratuita
Agendamento de visitas monitoradas(para grupos de até 50 pessoas, período de 50 minutos - somente às quartas-feiras)
(11) 5081-7296 ou pavilhao@bunkyo.org.br
(11) 3208-1755

Clique nas imagens para ampliar os mapas
Mapa do Parque Mapa dos Arredores
pavilhao mapa parque  pavilhao mapa ruas

Fonte http://www.bunkyo.org.br/pt-BR/pavilhao-japones
#Cerimoniadocha #Chado #carpas #Caminhodocha #Sonantakeda

terça-feira

Takeda Shinguen - Kagemusha, a Sombra do Samurai Akira Kurasawa




Lema da bandeira de Takeda Shingen: "Veloz como o vento, silencioso como a floresta, feroz como o fogo, inalterável como a montanha".

Toshio Takeda, meu avo, mais tarde Grao Mestre do Cha Sonan Takeda, descendia do Takeda Shingen, aquele do filme Kagemusha - a Sombra do Samurai, de Akira Kurosawa.

Takeda Shingen (武田信玄?) (1 de dezembro de 152113 de maio de 1573) nasceu em Shinano, na província de Kai. Foi um proeminente daimyo, ou senhor feudal com prestígio militar, que procurou o controle do Japão, na fase tardia do Sengoku.

Nome
De nome Takeda Katsuchiyo, teve seu nome trocado para Takeda Harunobu com autorização do xogun Ashikaga Yoshiharu. Em 1559, mudou novamente o nome, desta vez para Takeda Shingen. Shin significa acreditar/crer e Gen significa preto (ambos em chinês). Preto é a cor da verdade e da inteligência no budismo. Ele também é conhecido como Tigre de Kai.
Shingen era conhecido por sua forte preocupação com seu exército e sua senso de justiça, era impiedoso com criminosos e não admitia atos desleais. Nunca construiu nenhum castelo ou cidade para estabelecer a ele e seu exército, houve um período em que ele viveu em uma mansão em Kofu, dispensando um castelo, que seria muito mais seguro, pois dizia ter mais fé na lealdade de seu povo que nas paredes de uma fortificação. Ele acreditava que a vida fácil e afortunada poderia arruinar a lealdade de seus guerreiros para com ele, pois acreditava que, se os seus bushi vissem na sua fortaleza, poderiam ser mais invencíveis que quaisquer outros.

Biografia
Shingen foi o primeiro filho de Takeda Nobutora, líder do clã Takeda e daimyo de Kai. Auxiliou o pai na administração da província e no relacionamento dentro e fora do clã, tornando-se desde jovem influente reconhecido em seu clã. Em algum momento rebelou-se contra o pai. Nobutora então escolheu como sucessor, seu outro filho Takeda Nobushige. Shingen então tomou o poder, enviando seu pai para a província de Suruga, onde ele ficou sobre custódia do clã Imagawa, formando uma aliança entre os dois clãs. Sucedeu seu pai no comando do clã aos 21 anos.

Primeiro comando no Poder
Seu primeiro ato após obter total controle do clã, foi conquistar os arredores de Kai, começando por toda Shinano. Os maiores daimyos de Shinano marcharam juntos na esperança de neutralizar o clã Takeda antes que ele tivesse chance de expandir seus domínios. Esperando derrotá-lo em Fuchu onde Shingen reuniria tropas, foram surpreendidos pelo repentino ataque das forças Takeda quando ainda estavam em Sezawa. Aproveitando-se da confusão Takeda Shingen venceu a batalha rapidamente, partindo imediatamente para a conquista de Suwa, no cerco de Kuwabara, antes de mover-se para a central de Shinano e derrotar Tozawa Yorichika e Takato Yoritsugu. Em Uehara, Murakami Yoshikyo derrotou dois generais de Takeda vencendo a batalha, para logo após ser derrotado pelo Tigre de Kai. Murakami abandonou a região e refugiou-se sobre a proteção do clã Uesugi. Após a conquista de Shinano, Takeda Shingen enfrentou Uesugi Kenshin, o Dragão de Echigo, que se tornou se maior rival. A rivalidade dos dois se tornou lendária e eles se enfretaram cinco vezes na batalha de Kawanakajima. Essas batalhas eram em geral compostas de pequenas escaramuças. O único grande conflito foi na 4ª batalha de Kawanakajima onde as forças de Uesugi conseguiram abrir uma trilha através das forças de Takeda, permitindo que o Tigre de Kai e o Dragão de Echigo se confrontassem num combate homem a homem. Uesugi Kenshin partiu sobre seu cavalo atacando com sua espada mas Takeda Shingen conseguiu se defender, com seu gunpai, do que seria o golpe fatal. Não se pôde determinar quem venceu esse combate particular e nem a batalha, já que ambos perderam muitos soldados, porém Takeda Shingen perdeu um importante general, Yamamoto Kansuke, além de seu irmão, Takeda Nobushige.

Pausa de conquista
Depois disso, o clã Takeda sofreu com duas perdas. Takeda Shingen descobriu dois planos para acabar com ele. Um foi de seu primo, Katanuma Nobumoto, que foi ordenado a cometer seppuku. E o outro, poucos anos depois, de seu próprio filho, Takeda Yoshinobu. Seu filho foi confinado em Tokoji, onde morreu dois anos depois. Não está certo se essa morte foi natural ou ordenada por Shigen. Isto deixou Shingen sem herdeiro, por um tempo, entretanto ele teve mais filhos, sendo sucedido por seu 4º filho, Takeda Nobumori.
Em 1564, depois de ter derrotado completamente Shinano e ter conquistado alguns castelos dos Uesugi, Shingen manteve seu reino razoavelmente controlado, tendo como incidentes apenas casuais invasões e problemas internos. Durante este período, ele ordenou a construção da ponte Fuji que foi a maior atividade de seu tempo.

Nova expansao
Depois que Imagawa Yoshimoto (uma aliado de Takeda Shingen) foi morto por Oda Nobunaga, Shingen atacou Imagawa, agora sobre a liderança do incompetente Imagawa Ujizame, filho de Yoshimoto. Uma aliança foi formada entre o clã Takeda e o clã Tokugawa para a tomada das terras de Imagawa.
Em 1570, as tropas de Ieyasu capturaram a Província de Totomi, enquanto as tropas de Shingen capturavam a Província de Suruga (incluindo a capital dos Imagawa).

A familia Takeda no Brasil

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2008/01/363399-cerimonia-do-cha-japonesa-mistura-arte-e-filosofia.shtml

O chado, como é chamada a cerimônia do chá japonesa, teve início no século 15. Trata-se de um ritual para servir chá verde a convidados que dura aproximadamente quatro horas e é tão minucioso que é considerado uma representação artística e filosófica da cultura japonesa. O ritual foi trazido ao Brasil em 1954 pela família Takeda que, atualmente, mantém o centro Chado Urasenke de difusão da tradição.
O rito tem início em uma sala de espera, onde os convidados devem se desligar dos problemas cotidianos enquanto aguardam o anfitrião.
Entre a sala de espera e o local onde será servido o chá existe uma trilha de plantas, pedras e água corrente. Iuzo Takeda, da terceira geração da família Takeda, explica que este trajeto é o início da "passagem do mundo material ao espiritual". Na sala, os convidados lavam mãos e boca em água corrente, para a purificar o corpo.
No tatame, os convidados recebem uma tigela de chá forte que deve ser compartilhada por todos os presentes. Nesta cerimônia integrada à filosofia budista, a passagem da tigela de mão em mão simboliza a igualdade entre os homens e o respeito mútuo. Em seguida, um segundo tipo de chá é servido.
Para Takeda, o chado é um ato de servidão. "O anfitrião nunca bebe o chá."
Aos interessados em se aprofundar nos simbolismos da cerimônia, há cursos disponíveis na Casa de Cultura Japonesa, na Cidade Universitária da USP (zona oeste de São Paulo), e no Centro Chado Urasenke, na rua São Joaquim (centro de São Paulo).